Miss Brasil, Mia Mamede ainda não dormiu direito e tem agenda cheia: 'Só não desmarco a terapia'

Logo após ser coroada Miss Universo Brasil 2022, Mia Mamede brincou com a família que até deitaria com a coroa. Não conseguiu. No misto de euforia e exaustão, piscou e adormeceu sentada mesmo. O que poderia ser uma noite atípica, não tem sido bem assim. O pouco sono anda predominando. Ainda mais em meio a uma agenda atribulada.

— Ainda não dormi direito. Quando tenho tempo, sinto culpa porque ainda não tive a oportunidade de agradecer a todas as mensagens lindas que tenho recebido. E a agenda está corrida. Tenho feita uma entrevista atrás da outra. E estão programadas visitas aos patrocinadores — diz Mia, que tem sentido a ficha da vitória cair aos poucos: — É aquele clichê, mas estou sentindo o peso da coroa e das responsabilidades. Quero muito dar orgulho para o meu país e vou me dedicar incansavelmente.

O título foi uma quebra de jejum de 68 anos do Espírito Santo, o estado natal da miss, que já morou na China, nos Emirados Árabes e nos Estados Unidos, onde se formou em jornalismo. Falando cinco idiomas (portugês, inglês, francês, espanhol e mandarim), a capixaba credita a formação multicultural como seu diferencial. E é nessa área que ela pretende desenvolver projetos durante o reinado.

— Ter mudado tanto me tornou uma pessoa maleável, flexível, aberta a novas visões de vida. É o que me dá oportunidade de me conectar a tantas pessoas. Eu trabalho com audiovisual, tinha um programa no meu estado de viagens, era uma ponte cultural. Aproximar as pessoas da cultura ajuda a desconstruir preconceitos. Vivemos em um país de dimensões continentais, com culturas diferentes e quero aproximar os brasileiros da própria diversidade. Quero viajar os 27 estados contando nossa história.

Fazer planos como esse indicam que o perfil das escolhidas para se tornarem miss tem sido ampliado. Não basta mais o padrão físico específico (embora todas as finalistas da última edição, por exemplo, tenham ainda as medidas de uma modelo esguia de passarela).

— A miss tem uma beleza externa e interna encantadoras. É uma mulher que sabe quem ela é, o que quer fazer. Tem uma mente empreendedora, visão clara de um mundo globalizado, tem voz e uma comunicação que realmente se conecta. Além disso, tem um coração humanitário, filnatrópico de verdade — descreve Mia.

E foi durante as preparações para as competições que Mia viveu um intenso processo de autoconhecimento. Na mesma pegada, seguirá a preparação para o Miss Universo, ainda sem data divulgada.

— A gente passa por um treinamento físico, intelectual e espiritual. Aprendemos a nos tornarmos as melhores versões de nós mesmas. Com minha equipe, vamos tentar enxergar as minhas fortalezas e também meus pontos de melhoria. Minha passarela, por exemplo, é algo que quero melhorar, trazer mais confiança. Na parte psicológica, sempre fui uma mulher que acredita na importância da terapia. É importante cuidar da saúde mental, ter alguém para desabafar, cuidar da gente antes mesmo de ter um problema. Com essa de agenda lotada, minha equipe estava "muda daqui, muda dali" para encaixar todos os compromissos. Já falei: "Muda tudo, menos a terapia" (risos). O papel da miss é servir. Se não estiver bem, como vou conseguir fazer bem para o outro?

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