Miss Brasil, Mia Mamede escolhe Rio para ensaio moda praia do Miss Universo e fala de preparação para concurso

Como etapa do Miss Universo, as candidatas precisam fazer e enviar com antecedência um ensaio de moda praia. Miss Brasil, Mia Mamede desembarcou no Rio de Janeiro para completar a missão. Posou pelas praias da Barra da Tijuca e de Ipanema. Os looks escolhidos têm as cores da bandeira do país.

— Essa cidade é icônica. E muito conhecida lá fora. As pessoas sempre querem saber um pouco do Rio. E quando a gente pensa em ensaio de roupa de banho vem logo as praias daqui na mente. Não só para os brasileiros, mas para o mundo todo. Escolhi também a cidade como forma de divulgar um pouco do nosso turismo, nossa cultura e nossas belezas naturais. Foi um dia incrível — diz Mia, que tem as divulgações do turismo como uma das bandeiras do seu reinado de Miss.

Para além das fotos, coube a Mia ficar um dia com as redes sociais do Miss Universo. Conectar-se com os fãs já foi um esquenta do que vem por aí na grande competição, no dia 14 de janeiro. A capixaba já está contando os dias para viagem. Faltam 45.

— A preparação está a todo vapor, com uma equipe inteira envolvida. Faltam 45 dias para a viagem! Não tem uma coisa específica que esteja demandando mais tempo de trabalho. É tudo. É uma preparação completa. Física, de comunicação, intelectual, emocional e até espiritual. E sem contar essa interação com fãs. Até porque em uma competição dessas não estou representando a Mia, mas todo o Brasil. Por isso, as pessoas também precisam se sentir representadas. Estou muito feliz.

Saiba mais sobre a miss

Foi em julho deste ano que Mia Mamede foi coroada a Miss Brasil. O título foi uma quebra de jejum de 68 anos do Espírito Santo, o estado natal da jovem, que é jornalista de formação. Capixaba, ela já morou na China, nos Emirados Árabes e nos Estados Unidos. Fala cinco idiomas (portugês, inglês, francês, espanhol e mandarim) e é graças a essa formação multicultural que Mia vê o seu diferencial.

— Ter mudado tanto me tornou uma pessoa maleável, flexível, aberta a novas visões de vida. É o que me dá oportunidade de me conectar a tantas pessoas. Eu trabalho com audiovisual, tinha um programa no meu estado de viagens, era uma ponte cultural. Aproximar as pessoas da cultura ajuda a desconstruir preconceitos. Vivemos em um país de dimensões continentais, com culturas diferentes e quero aproximar os brasileiros da própria diversidade. Quero viajar os 27 estados contando nossa história — disse Mia, ao EXTRA, na época da vitória.

Fazer planos como esse indicam que o perfil das escolhidas para se tornarem miss tem sido ampliado. Não basta mais o padrão físico específico (embora todas as finalistas da última edição, por exemplo, tenham ainda as medidas de uma modelo esguia de passarela).

— A miss tem uma beleza externa e interna encantadoras. É uma mulher que sabe quem ela é, o que quer fazer. Tem uma mente empreendedora, visão clara de um mundo globalizado, tem voz e uma comunicação que realmente se conecta. Além disso, tem um coração humanitário, filnatrópico de verdade.

E foi durante as preparações para as competições que Mia viveu um intenso processo de autoconhecimento.

— A gente passa por um treinamento físico, intelectual e espiritual. Aprendemos a nos tornarmos as melhores versões de nós mesmas. Com minha equipe, vamos tentar enxergar as minhas fortalezas e também meus pontos de melhoria. Minha passarela, por exemplo, é algo que quero melhorar, trazer mais confiança. Na parte psicológica, sempre fui uma mulher que acredita na importância da terapia. É importante cuidar da saúde mental, ter alguém para desabafar, cuidar da gente antes mesmo de ter um problema. Com essa de agenda lotada, minha equipe estava "muda daqui, muda dali" para encaixar todos os compromissos. Já falei: "Muda tudo, só não desmarca a terapia" (risos). O papel da miss é servir. Se não estiver bem, como vou conseguir fazer bem para o outro?