Misteriosas “bolhas de gás” na Sibéria podem representar um perigo para o planeta

As bolhas podem representar um perigo para o planeta. (Siberian Times)

No norte da Sibéria, estão aparecendo milhares de enormes “bolhas de gás”, que não apenas estão deixando crateras no chão, mas também podem representar um perigo para o nosso planeta.

Acredita-se que essas “bolhas” são causadas pelo aquecimento global ou por mudanças na órbita da Terra, que fazem com que a camada de gelo abaixo do solo descongele e libere metano.

O Dr. Gideon Henderson explicou: “A última vez que houve um derretimento dessa camada permanente de gelo foi há 130.000 anos. É um fenômeno natural que ocorre devido às mudanças na órbita da Terra”.

“No entanto, não há dúvida de que o nível do aquecimento global atual, é sem precedentes. O aquecimento de 130.000 anos atrás ocorreu ao longo de milhares de anos… O que estamos presenciando agora é um aquecimento que ocorreu em algumas décadas, ou um século, no máximo”.

Como uma grande quantidade de carbono está armazenada nessa camada congelada, o descongelamento pode causar um impacto significativo no nosso clima.

Henderson acrescentou: “Quando esse carbono for liberado, irá acelerar o ritmo do aquecimento”.

Os cientistas afirmam que há cerca de 7.000 bolhas de gás prontas para explodir.

Alexey Titovsky, diretor do Departamento de Ciências de Yamal, explicou ao Siberian Times: “Inicialmente, essa bolha é como um nódulo, ou bulgunyakh. Ela é conhecida na língua local como yakuto”.

“Com o passar do tempo, ela explode, liberando o gás. Quando isso acontece, formam-se gigantescas crateras”.

“Precisamos descobrir quais dessas explosões podem ser perigosas”.

“Os cientistas estão tentando identificar e estruturar possíveis ameaças, averiguando a altura máxima que essas bolhas atingem e a pressão que a terra consegue suportar”.

Um porta voz da Academia de Ciências da Rússia disse: “As bolhas de gás foram descobertas durante uma expedição na ilha Bely, no verão de 2016”.

“É muito provável que sua aparição em tais latitudes esteja relacionada com o degelo da permafrost, que está ligado ao aumento geral da temperatura que ocorreu nas últimas décadas no norte da Eurásia”.