Modelo preso por matar adolescente vai para a UTI a pedido de médico da família

Modelo foi preso após matar adolescente - Foto: Reprodução
Modelo foi preso após matar adolescente - Foto: Reprodução
  • Modelo foi preso após atropelar e matar um adolescente, mas seguiu internado em hospital

  • A decisão de levá-lo para a UTI foi tomada por um médico contratado pela família

  • O rapaz está sob custódia em um hospital no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro

Responsável pelo atropelamento que matou um adolescente de 16 anos no último fim de semana, no Rio de Janeiro, o modelo Bruno Krupp, de 25 anos, foi transferido nesta sexta-feira (5) para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no Méier, Zona Norte da capital fluminense.

Krupp foi preso no mesmo Hospital Marcos Moraes na última quarta (3), após decisão da Justiça carioca. Como estava internado, porém, o modelo seguiu no centro médico sob custódia policial.

Segundo o jornal O Globo, a equipe médica responsável pelo tratamento do rapaz já havia dado alta hospitalar, afirmando que ele apresentava quadro estável.

Um médico contratado pela família, porém, alegou supostos problemas nos rins e uma eventual necessidade de sessões de hemodiálise. Como ele está atuando como assistente no caso, o profissional é considerado um dos responsáveis pelo tratamento.

Krupp foi submetido na última quinta (4) a cirurgia para remoção de tecidos de escoriações cutâneas. O procedimento aconteceu sem nenhuma intercorrência.

Até ser encaminhado para a UTI, o modelo encontrava-se no quarto, com quadro estável, em uso de medicações para dor, antibióticos e realização de curativos, aos cuidados do serviço de Clínica Médica.

Os profissionais responsáveis pelo tratamento haviam informado que o rapaz apresentava condições de transferência para qualquer unidade de saúde, inclusive o hospital penitenciário. Com a decisão do médico da família, porém, ele segue no Hospital Marcos Moraes.

Entenda o caso

Bruno Krupp atropelou e matou João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, na noite do último sábado (30), na Barra da Tijuca. O rapaz não tinha carteira de habilitação e pilotava uma motocicleta sem placa no momento do acidente.

De acordo com a decisão judicial que definiu a detenção do rapaz, ele estava a mais de 150 km/h, em uma via cujo limite de velocidade é de 60 km/h, quando atingiu João Gabriel, que tentava atravessar a via na Avenida Lúcio Costa.

O impacto fez com que uma das pernas da vítima fosse amputada no momento do choque. O rapaz chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu. Bruno foi para o mesmo hospital, recebeu alta, mas internou-se em um segundo centro médico na sequência.

Em um vídeo gravado no hospital, o modelo lamentou a forma como foi tratado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, o mesmo para onde foi João Gabriel, e disse ter sido chamado de assassino. "Como se eu tivesse feito alguma coisa errada".

"Eu não bebi, eu não usei droga. Foi um acidente, gente!”, disse. “Eu fui levado de ambulância, não fugi do hospital, não fugi dos médicos. Eu estava morrendo no hospital, os empregados me tratando mal, batendo com a maca no corredor."

Acusações de estupro

Após a prisão, uma jovem de 21 anos acusou o modelo de estupro. O crime teria acontecido no último dia 9 de julho.

Com a revelação da mulher, ao menos outras 13 vítimas vieram a público e disseram que também foram estupradas por Bruno Krupp.

Uma modelo de 28 anos chegou a denunciar o rapaz formalmente na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), em Jacarepaguá. O caso está sendo investigado.

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