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Modelo trans faz ensaio íntimo para mostrar os efeitos da transição

Divulgação/Lucas Ávila/NLucon

Modelo trans faz ensaio íntimo para mostrar os efeitos da transição

É impossível não se render ao charme de Paulo Vaz, fotógrafo mineiro de 31 anos. Ele posou recentemente para as lentes do fotógrafo Lucas Ávila em ensaio prá lá de sensual publicado na NLUCON.

O interessante é que o rapaz é transsexual e o ensaio visa mostrar a confiança e beleza que a transição traz para pessoas que não se identificam com seu gênero de nascimento. Paulo nasceu foi mulher até os 25 anos, quando soube pela primeira vez sobre a existência de homens trans. Aos 30, ele iniciou o processo de mudança e hoje exibe com orgulho as cicatrizes que indicam sua nova vida.

“Eu estava muito ansioso para começar minha hormonização, então logo depois da primeira dose, eu fiquei mais calmo. Hoje posso dizer que comecei a viver em paz comigo mesmo”, afirma. Essa não é a primeira vez que ele posa como modelo, tendo posado para três ensaios: um antes e dois após a transição. “Fiquei um pouco nervoso no começo, por estar praticamente nu na frente dele (fotógrafo), mas rapidinho me acostumei”.

Paulo se sente privilegiado por sempre ter contado com o apoio da família e amigos. “Falei primeiro para a minha mãe, depois para minha irmã mais nova e elas aceitaram muito bem. Meu pai foi o terceiro e achei que ia matá-lo do coração, mas ele é quem mais está acertando os pronomes. Depois foi o restante da família e foi muito tranquilo”.

Sua intenção é aumentar a visibilidade dos homens trans, que ainda não recebem muito atenção do mercado de moda. “Não sei porque dessa carência, mas espero que isso um dia mude. Não trabalho como modelo, mas se vier oportunidades, serão muito bem-vindas. Já passou da hora de pessoas trans ocuparem cada vez mais postos de trabalhos em todos os nichos. Campanhas com modelos trans ajudam a combater o preconceito e ainda geram postos de trabalho para essa população. Temos uma dívida enorme com a população trans, que ainda tem direitos básicos negados pelo poder público e privado. É um dever social contribuir para amenizar estes problemas”, completa.