Promotor espanhol pede prisão para candidato a presidente da Catalunha

Madri, 23 mar (EFE).- A Promotoria do Supremo Tribunal da Espanha solicitou nesta sexta-feira a prisão do candidato à presidência do governo autônomo da Catalunha, Jordi Turull, e de outros quatro indiciados por rebelião após o processo de independência dessa região espanhola, influenciada pela fuga de uma das acusadas.

Fontes da promotoria disseram à Agência Efe que a prisão foi solicitada para Turull e para a ex-presidente do parlamento catalão, Carme Forcadell, e outros três ex-integrantes do governo de Carles Puigdemont.

O Ministério Público fez esse pedido depois que o juiz do Supremo Tribunal Pablo Llarena decidiu indiciar hoje 13 políticos catalães por rebelião pouco depois de circular a informação sobe a fuga da número 2 da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Marta Rovira, que deveria ter se apresentado à Justiça.

A promotoria alegou que a possibilidade de novas fugas aumentou pela ação de Rovira e que também existe risco de reiteração delitiva.

Se o juiz aceitar o pedido, a possível escolha de Turull como presidente da Catalunha seria afetada no parlamento regional, que convocou para amanhã a segunda votação após a primeira fracassar ontem por falta de apoio.

O Ministério Público também pediu hoje a Llarena que solicite uma ordem de detenção internacional para seis indiciados que hoje não compareceram ao Supremo por estarem foragidos, entre eles Puigdemont, quatro integrantes de seu antigo governo e a citada Marta Rovira.

Além desses seis, também está foragida a antiga porta-voz da Candidatura de Unidade Popular (CUP), Anna Gabriel, mas não solicitou a detenção para ela.

O juiz atribui o crime de rebelião, que na Espanha pode levar a penas de 25 a 30 anos, tanto para Marta Rovira como para os cinco ex-integrantes do governo catalão que estão foragidos.

Os indiciados contribuíram para a convocação de um referendo em favor da independência da Catalunha em 1º de outubro e, posteriormente, aprovaram a declaração de independência da região em 27 de outubro, apesar do Tribunal Constitucional da Espanha ter considerado ambas as ações como ilegais. EFE