Mohamed bin Zayed eleito presidente dos Emirados Árabes Unidos

O novo presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan (AFP/Rashed AL-MANSOORI) (Rashed AL-MANSOORI)

O príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed, já considerado o governante de fato do país, foi eleito oficialmente presidente da nação neste sábado (14), para suceder o meio-irmão Khalifa bin Zayed Al-Nahyan, que faleceu na sexta-feira.

Mohamed bin Zayed, de 61 anos e conhecido pelas iniciais "MBZ", foi eleito por unanimidade pelos membros do Conselho Supremo da Federação dos Emirados, que reúne os sete emirados - incluindo Abu Dhabi e Dubai -, informou a agência oficial de notícias WAM.

"MBZ" é o terceiro filho do xeque Zayed bin Sultan Al-Nahyan, primeiro presidente e pai fundador da Federação dos Emirados.

Na prática, "MBZ" já estava no comando do país desde que o irmão sofreu um derrame cerebral em janeiro de 2014, mas sua eleição oficializa a posição de "MBZ" no rico Estado petroleiro de 10 milhões de habitantes.

O príncipe herdeiro "agradeceu" os xeques do Conselho por sua "confiança", ao mesmo tempo que o país inicia um período de luto de 40 dias pela morte de seu meio-irmão Khalifa, de 73 anos.

O emir foi sepultado no cemitério Al-Bateen de Abu Dhabi. Após sua morte, vários líderes mundiais apresentaram condolências aos Emirados.

O presidente Joe Biden elogiou o xeque Khalifa como "verdadeiro parceiro e amigo dos Estados Unidos".

Outros grandes aliados dos Emirados, como o rei Salman da Arábia Saudita e seu príncipe herdeiro Mohamed bin Salman expressaram "grande tristeza".

Mohamed bin Zayed liderará um país rico em petróleo do qual já era governante de fato. Durante uma década, o país viveu um importante avanço diplomático e militar que o deixou no centro da geopolítica do Oriente Médio.

Sob o comando de MBZ, Emirados Árabes Unidos enviaram um homem ao espaço e uma sonda à Marte. O país também inaugurou o primeiro reator nuclear.

Aliado da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, os Emirados de "MBZ" foram o primeiro país do Golfo a normalizar as relações com Israel em 2020.

"MBZ" também contribuiu para o envio de tropas ao Iêmen em 2015, como parte de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes huthis.

Considerado particularmente hostil às revoltas populares da Primavera Árabe de 2011, "MBZ" pode contar com a riqueza de Abu Dhabi para reforçar seu poder na região e mostrar seu apoio a regimes como o do egípcio Abdel Fatah al-Sisi.

Abu Dhabi possui 90% das reservas de petróleo dos Emirados.

Mas as ONGs de defesa dos direitos humanos denunciam os abusos no país, como o caso de Ahmed Mansur, um ativista pró-democracia preso desde 2017.

Também criticam as más condições de trabalho de muitos migrantes nos Emirados e em outros países do Golfo.

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