Montadoras devem perder US$ 210 bi em vendas por crise de chips

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Employees work on the assembly line at the Renault plant in Sao Jose dos Pinhais August 2, 2012. President of the Brazilian branch for French automaker Renault SA Olivier Murguet said on Thursday that Renault SA plans to expand the capacity of its Brazilian motor plant by 25 percent by 2013 as part of a sales offensive in Latin America's largest economy.     REUTERS/Rodolfo Buhrer (BRAZIL - Tags: BUSINESS TRANSPORT)
Montadoras devem perder US$ 210 bi em vendas por crise de chips (Foto: Reuters)

(Bloomberg) — O custo da falta de semicondutores aumentou em mais de 90%, elevando o impacto total na receita das montadoras mundiais em 2021 para US$ 210 bilhões.

Essa é a previsão mais recente da AlixPartners, segundo a qual montadoras globais fabricarão 7,7 milhões de veículos a menos devido à crise de chips neste ano. O volume é quase o dobro da estimativa anterior da consultoria, de 3,9 milhões. Apesar dos esforços contínuos para reforçar a cadeia de suprimentos, a disponibilidade de semicondutores caiu ainda mais com estoques esgotados das montadoras e falta do componente em outros segmentos.

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“O barril está vazio, não há mais nada para raspar”, disse Dan Hearsch, diretor-gerente de prática automotiva e industrial da AlixPartners, em entrevista. “Daqui para frente, as vendas vão sofrer. Ainda não tinham sofrido porque havia estoque suficiente. Já não há mais.”

Fabricantes alertam que os problemas começam a se espalhar e poderiam afetar os resultados do terceiro trimestre. Na quinta-feira, fornecedores como Faurecia e Hella fizeram coro à Traton, unidade de caminhões da Volkswagen, e também soaram o alarme. Na semana passada, a consultoria IHS Markit fez o maior ajuste em suas projeções para a produção de veículos, que têm sido reduzidas ao longo do ano devido à escassez global de chips.

Os principais centros de abastecimento no Sudeste Asiático foram atingidos pelo fechamento de fábricas devido a surtos de Covid-19. Agora o prazo de espera por chips é de 21 semanas, um recorde, e executivos do setor automotivo dizem que a escassez pode durar anos.

“Certamente, parece ser a escassez de oferta mais prolongada vista pela indústria, porque ainda não acabou”, disse Hearsch. “É certamente a mais abrangente. Em todos os lugares. Em todo o mundo.”

Como os estoques nos lotes das concessionárias caíram, os preços dos carros dispararam, atingindo um recorde US$ 43.355 nos EUA em agosto, segundo a empresa de pesquisa Cox Automotive. A oferta é tão limitada que alguns revendedores recorreram ao aluguel de carros para terem algo para exibir em seus showrooms, disse Hearsch.

A escassez de chips começou no fim do ano passado, quando montadoras subestimaram a demanda após o fim das restrições da pandemia. 

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