Montadoras veem risco de perda de investimentos com instabilidade política

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SÃO PAULO —As instabilidades político institucionais que afetam o Brasil tornam difícil defender investimentos em novos projetos junto às matrizes das montadoras neste momento. A avaliação é do presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, que afirmou que há preocupação do setor automotivo em relação à atratividade de capital para o país num momento em que diversas plantas em outros países com custos de produção mais baixos, logística mais eficiente e ambiente político mais tranquilo estão ociosas.

— O ambiente que estamos passando não é o melhor para defender projetos junto às matrizes — disse Moraes, observando que a instabilidade traz volatilidade ao câmbio, à Bolsa, o que pode adiar investimentos.

Ele lembrou que o setor já está com dificuldades por conta do planejamento de produção, entramos esse ano com problemas de fornecimento de peças de logística.

Moraes explica que a fuga de investimentos é um tema que sempre preocupa o setor. Nas discussões de projetos com as matrizes na primeira parte das apresentações sempre se discute o cenário econômico, as expectativas de crescimento do mercado local, os indicadores de consumo, além do ambiente de negócios e jurídico.

Ele espera que o país consiga sair rápido dessa crise político institucional, e volte a crescer. Se diz otimista que o Congresso e o Sumpremo Tribuanl Federal (STF) vão encontrar caminhos, com serenidade.

— Não nos cabe aqui discutir como isso será resolvido, esperamos que o Supremo, do ponto de vista jurídico, encontre uma solução e, do ponto de vista político, que o Congresso tenha a decisão mais sábia possível, ouvindo a sociedade —afirmou Moraes. —A imagem do país já não é boa, esses últimos eventos criam maiores preocupações em nossas matrizes —complementou.

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