Montenegro, do Botafogo, mostra surpresa com anúncio de Yaya por candidato do Vasco: 'Vai ficar esperando eleição'

Igor Siqueira
Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo

Um dos membros do comitê gestor do futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, viu com estranheza o anúncio feito pelo candidato à presidência do Vasco, Leven Siano, do acordo com o meio-campista Yaya Touré. Segundo Leven, o jogador marfinense viria para o cruz-maltino em janeiro de 2021, caso ele vença a eleição.

Touré, segundo os dirigentes do Botafogo, manteve uma negociação ao longo dos últimos meses que não teve um desfecho formal. De acordo com Montenegro, há uma minuta de contrato enviada pelo Bota nas mãos do jogador. O anúncio do candidato vascaíno teria surpreendido até mesmo os intermediários envolvidos na tratativa.

- Nem o agente dele no Brasil, nem o agente dele na Inglaterra não tinham conhecimento e nem acreditam que tenha negociação com o Vasco. Se ele vier para o Botafogo, ótimo. Se não vier, vamos procurar outro. Não é uma coisa de vida ou morte - disse Montenegro ao GLOBO, acrescentando:

- Se o Yaya não assinar o contrato com a gente, tudo bem. Vai ficar esperando a eleição do Vasco. Se o cara perder, abandona o futebol.

Montenegro explicou que a informação sobre o desconhecimento dos intermediários a respeto do acerto futuro com a chapa de Leven Siano foi repassada por Ricardo Rotenberg, outro membro do comitê gestor botafoguense, após contato já na noite desta quinta-feira.

O lado alvinegro da história se surpreendeu com a modalidade do acordo anunciado por Leven Siano, já que, em tese, ele não pode responder pelo Vasco.

- Como ele pode assinar um contrato com um cara que ainda não ganhou eleição e ninguém sabe se vai ganhar? Vai assinar na pessoa física? O contrato não pode ser homologado, registrado na CBF, não pode nada - pontua Montenegro.

Sobre a própria proposta, o dirigente do Botafogo, que chegou a ir a Paris no começo do ano, explica a razão de ter desacelerado a demanda por uma resposta do marfinense.

- A minuta do contrato está lá, com os valores todos. Não estávamos forçando ele. Mas o que eu adiantava ter contrato se não tem voo de lá para cá? Não tem recepção, não tem aeroporto, estamos com uma crise com aumento de curva da pandemia. O que eu vou fazer para o Yaya vir agora? Não tem nexo - completou Montenegro.