Monti diz que guiará coalizão de partidos, mas não será candidato

Roma, 28 dez (EFE).- O demissionário presidente do Governo italiano, Mario Monti, disse nesta sexta-feira que guiará uma coalizão de partidos de centro que apoiam seu programa, mas não se apresentará como candidato às eleições de fevereiro de 2013.

Monti fez estas declarações durante uma entrevista coletiva realizada hoje em Roma após uma intensa jornada política durante a qual se reuniu com os líderes dos movimentos e forças de centro que se mostraram dispostos a seguir adiante com a agenda proposta pelo tecnocrata.

O primeiro-ministro interino revelou que da reunião de hoje participaram o líder do partido União de Democratas de Centro (UDC), Pierferdinando Casini, membros do Futuro e Liberdade (FLI), liderado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, outros parlamentares de centro e alguns de seus ministros.

Explicou que existe um "consenso amplo, convencido e crível que me leva a dar meu apoio a estas forças por ocasião das iminentes eleições", previstas para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2013.

Além disso, Monti comentou não é um homem "da providência", que não pode solucionar coisas que outros não puderam e que nunca pensou em criar um partido, mas destacou que existirá uma coalizão formada por esses partidos que apoiam sua agenda política com um estatuto.

Disse que no Senado se apresentará uma lista única que contará com seu apoio e à qual deu o nome provisório de "Agenda Monti para a Itália", enquanto para a Câmara dos Deputados existirá uma coalizão de diferentes listas.

Ressaltou que vigiará para que sejam cumpridos certos critérios na criação destas listas e insistiu que aceitará apoiar esse esforço conjunto da política responsável e da sociedade civil aceitando ser designado como líder da coalizão ou brindado seu compromisso para o êxito dessa coalizão. Mas descartou apresentar-se como candidato.

Monti quis ressaltar que esta iniciativa não foi criada contra ninguém, mas tem como objetivo prolongar no tempo o modelo de Governo que permitiu até agora enfrentar a emergência financeira na Itália.

Considerou que essa emergência financeira já passou, mas ressaltou que existe uma emergência de desemprego e de falta de crescimento.

Sobre este aspecto defendeu que durante seu mandato, que começou em novembro de 2011, foram assentadas as bases políticas para o crescimento, mas ainda resta muito a fazer. EFE

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