Morador vai assistir de 'camarote' queima de fogos no Parque Madureira

·3 min de leitura

RIO - A queima de fogos no Parque Madureira que será assistida na noite desta sexta-feira literalmente de camarote, no conforto de sua laje com vista privilegiada para a principal área de lazer da Zona Norte da cidade, marca uma nova etapa na vida do comerciante José Carlos Viegas de Carvalho, de 51 anos. Ele vai resgatar a antiga tradição de reunir familiares e alguns colaboradores num churrasco regado a muita cerveja para esperar a chegada do Ano Novo e celebrar a vida.

— Vamos comemorar o fato de estarmos todos juntos e bem. Não perdemos ninguém próximo para a Covid-19 e os negócios voltaram a caminhar. Minha esperança é de um 2022 diferente para todos, com os casos de Covid-19 zerados. No mais, quero só saúde. Com a benção de Deus e saúde a gente consegue tudo — acredita.

O principal baque que o comerciante enfrentou durante a pandemia foi nos negócios, impactados pelas medidas de restrição. No ano passado amargou cinco meses de fechamento do depósito de bebidas e dos três quiosques que administrava dentro do Parque Madureira. Um ele repassou.

Nesse período a equipe de 42 funcionários reduziu à metade. Aos poucos, com o avanço da vacinação e a redução das medidas restritivas, as coisas começaram a voltar para o lugar e alguns trabalhadores foram recontratados. Esses colaboradores também vão comemorar com o comerciante e sua família a esperança em dias melhores.

O churrasco e a bebida já foram encomendados. Ontem, a família dava os últimos retoques no espaço especial da casa de onde vão aguardar a chegada de 2022.

José Carlos, também conhecido como Padrinho, espera reunir mais de 20 pessoas, todas já imunizadas, entre mulher, filhos, mãe e a maioria dos dez irmãos, sendo que dois virão de São Paulo. Apenas uma irmã, que mora na Paraíba, vai ficar de fora da festa.

O paraibano de Itaporoca, que chegou no Rio no final dos anos 1980, ainda adolescente, já passou por Friburgo e Volta Redonda, antes de se fixar em Madureira. Para não perder as raízes nordestinas, mantém uma casa em Mamanguape, no seu estado natal.

Saudoso dos grandes shows que aconteciam nessa época do ano no Parque Madureira, o vizinho da área de lazer reconhece que ainda não é hora de festas que possam promover aglomeração:

— Ainda não vai ter o evento que queremos, mas vai ser bom. Não acho que é o momento ainda. A gente chegou onde está, em relação ao controle da pandemia e não podemos dar mole para o vírus — reconhece.

No réveillon passado o espaço, que agora se chama Parque Madureira Mestre Monarco, permaneceu fechado por conta da pandemia. Neste ano a prefeitura deciciu que não haveria shows, mas manteve a queima de fogos em dez locais da cidade, um deles é a área de lazer da Zona Norte.

O gestor do parque Sidinho Gurgel explicou que a queima de fogos vai ocorrer numa área isolada e com todos os cuidados para evitar aglomeração. Os quiosques vão estar abertos, mas sem música ao vivo.

— A gente ainda está numa pandemia e vamos tomar todos os cuidados.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos