Moradores do Complexo do Lins protestam pela morte jovem grávida na comunidade

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RIO — Em protesto pela morte da jovem Kathlem Romeu, moradores do Complexo do Lins, Zona Norte do Rio, cobram respostas de quem matou a jovem, vítima de bala perdida na tarde desta terça-feira, durante um tiroteio entre policiais e criminosos em um dos acessos à comunidade. No decorrer da manifestação, que fecha parte da rua Lins de Vasconcelos, os moradores gritam palavras de ordem contra a polícia militar, o governador Cláudio Castro e o presidente Jair Bolsonaro por causa da política de segurança pública.

Arthur Emilio, que seria padrinho do filho de Kathlen, contou que a jovem foi à comunidade para visitar sua avó, quando foi baleada. Ele cobra uma resposta das autoridades sobre o autor do disparo:

— Já que não podemos ter ela de volta, queremos justiça. Agora no Jacarezinho colocaram cinco anos de sigilo em documentos. Isso não pode acontecer. Não é possível que toda semana alguém morra dessa forma — lamentou.

Com um megafone em punho, um dos manifestantes fez um apelo contra a política de segurança pública do estado: "Kathlen não é a primeira e sabemos que infelizmente ela não será a última". Ele lembrou da morte de José Luiz de Oliveira Filho, de 27, também baleado no Complexo do Lins, enquanto voltava para casa, em 2019. José Luiz foi atingido por disparo de arma de fogo no tórax, assim como Kathlen.

— Enquanto houver confronto e troca de tiros em lugares com pessoas inocentes vai continuar morrendo gente. Temos que nos manter vigilantes, em nome de Zé Luiz, Kathlen e tantas outras vítimas dessa guerra falida — disse o manifestante.

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