Moradores denunciam falta de ônibus em São Gonçalo

Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, encontram dificuldades para ir até o local de votação, na manhã deste domingo. Segundo eles, o transporte público na região foi reduzido. Segundo os relatos, por conta da redução da frota, os moradores estão se deslocando a pé para votar. No Rio, também há reclamações sobre cobrança indevida de passagens de ônibus.

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Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ao GLOBO que conseguiu votar, mas que a empresa que faz o trajeto na região reduziu a frota. Ainda segundo ela, moradores da comunidade de Itaoca também estão sem transporte.

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— A empresa de ônibus que faz as três linhas do Complexo do Salgueiro, reduziu muito a frota e a distância para votar é muito grande — contou ela.

Em nota, a prefeitura de São Gonçalo informou que a frota de ônibus municipais está circulando normalmente em todo o município. "Vale destacar que a prefeitura de São Gonçalo apenas fiscaliza o transporte público no município, visto que operam através de concessão. A secretaria irá intensificar a fiscalização do fluxo dos coletivos ao longo do dia", destacaram.

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Em relação à gratuidade de passagem, a prefeita informou que assim como no primeiro turno, não haverá subsídio de passagens, "visto que o Executivo apenas fiscaliza o transporte público na cidade, pois é feito através de uma concessão".

Sindicato de empresas de ônibus do Rio apura denúncia de cobrança indevida de passagem

A Rio ônibus, sindicato que administra as empresas de coletivo do Rio de Janeiro, vai apurar denúncia de cobrança de passagem em linhas que circulam na região da Zona Oeste, pela empresa Jabur. Ainda de acordo com o sindicato, a companhia foi acionada e informou que não há nenhuma irregularidade no serviço gratuito. No entanto, a Rio Ônibus pediu para que caso os passageiros sejam cobrados informem a linha do ônibus, o horário da cobrança e a região através dos canais de comunicação. O horário de gratuidade por conta da votação eleitoral é de 6h às 20h.

No twitter, o prefeito do Rio Eduardo Paes afirmou que a ausência de frotas de ônibus na cidade, por parte das empresas, representa crime. Paes completou ainda que caso a determinada da prefeitura não seja respeitada, a companhia pode perder a concessão. Desde da manhã de domingo, passageiros têm denunciado a cobrança de passagem em linhas da empresa Jabur, na Zona Oeste. No entanto, de acordo com o sindicado das empresas de ônibus, Rio ônibus, o serviço de gratuidade segue normal.

“Quero lembrar aos concessionários de ônibus na cidade do Rio que a não colocação da Frota na forma determinada pela prefeitura representa crime! Inclusive, podendo justificar a perda da concessão. Estamos atentos com a justiça eleitoral ao movimento de ônibus hoje nas ruas do Rio”, escreveu.

Questões da Justiça Eleitoral

Por volta das 11h35, o juiz da Corregedoria Regional Eleitoral, Rudi Baldi, fez um primeiro balanço do dia. Questionado sobre os relatos de blitz na Avenida Brasil, falta de ônibus no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, e da cobrança de passagem em bairros da Zona Oeste, o magistrado afirmou que são assuntos que não dizem respeito à Justiça Eleitoral:

- Sobre as blitz, temos que esclarecer que na verdade não há nenhuma norma da legislação eleitoral que impeça a realização de blitz. A questão não diz respeito a Justiça Eleitoral, mas se alguém entender que está impedindo o direito dos eleitores, cabe procurar o Ministério Público comum, com atribuição não eleitoral, para tratar essa questão. O mesmo se aplica ao tocante aos ônibus. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que os entes federativos tornem gratuitos os transportes, mas é uma autorização, e não uma imposição. Isso afeta as prefeituras, então nesse primeiro momento não diz respeito à Justiça Eleitoral - disse Baldi.

Trânsito na cidade

Num dia atípico, o trânsito é intenso na cidade do Rio. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, o congestionamento em toda a cidade chega a 215 quilômetros. No primeiro turno, no mesmo horário, o trânsito registrado foi de 141 quilômetros.

Além do aumento de carros nas ruas em função das eleições, blitzes da Polícia Militar na Avenida Brasil causaram engarrafamentos e foram alvos de críticas de eleitores. Em nota, a PM disse: "A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que os procedimentos de abordagem veicular fazem parte da estratégia de policiamento ostensivo.

As equipes verificam documentações e revistam os automóveis, com o intuito de impedir a possível circulação de armas de fogo utilizadas para o cometimento de crimes no cenário urbano da cidade. Até o momento, não houve registro de ocorrência na região citada".