Moradores de Laranjeiras fazem campanha para impedir fezes de cães nas ruas do bairro

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RIO —“Amigo: na calçada não”. A placa, com o desenho de um cachorrinho pego de surpresa, que, na verdade, é voltada para seus donos, está na Rua General Glicério, em Laranjeiras, próxima à escola municipal Albert Schweitzer, desde meados dos anos 1990. Foi colocada ali pela Associação de Moradores de Laranjeiras (Amal) e, por mais vintage que pareça, a mensagem nunca foi tão atual. Quem mora no bairro anda tendo que redobrar a atenção para não ter surpresas desagradáveis enquanto caminha.

— Este é o tipo de campanha que temos que fazer de tempos em tempos, para renovar a conscientização das pessoas, principalmente das novas gerações — afirma Marcus Seixas, atual presidente da Amal.

Dono do bar Glicerina, no final da General Glicério, Diogo Tirado conta que tem percebido um cuidado menor com o descarte de fezes de animais nos últimos tempos:

— Muita gente adotou animal na pandemia, e nem todos estão preparados para lidar com o ônus. Com frequência, clientes que estão bebendo ao ar livre me pedem um pedaço de jornal para limpar a calçada.

Para a jornalista Amelia Gonzalez, moradora do entorno, não deixar dejetos de cachorro na calçada é questão de respeito ao próximo.

— Como meus cachorros são pequenos, enrolo o cocô numa folha e jogo no lixo ou no esgoto mais próximo — ensina a “mãe” dos shitsus Beto e Maria.

A Curiosa Idade Educação Infantil, que fica nas imediações da General Glicério, promove com seus aluninhos a campanha "Xô, cocô". Eles colocaram dispensers na Praça do Choro e na Rua Estelita Lins, onde a instituição está localizada, com sacos plásticos para quem os esquecer poder pegar e recolher o cocô que seu cachorro deixou na calçada.

— Vamos fazer um novo mutirão nesta quarta-feira para colocar novos dispensers, desta vez na General Glicério, já que continua tendo muito cocô. Percebemos que os sacos plásticos estão sendo usados e que a população aderiu e tem colocados sacos nos dispensers. É uma forma de trabalhar a cidadania - afirma Fátima Amorim, uma das diretoras da escola.

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