Moradores do Rio e da Baixada se oferecem para fazer compras para os idosos

Carol Knoploch e Cíntia Cruz
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Flávia Krauss, moradora do bairro São Bento, em Duque de Caxias ajuda idosos na compra de mantimentos

Em tempos de quarentena, o que não tem faltado é apoio a quem precisa. No Rio e na Baixada, há bons exemplos de solidariedade. Em Copacabana, na Zona Sul, a engenheira Roberta Lima de Oliveira resolveu se colocar à disposição dos idosos de seu prédio, em Copacabana: pendurou um bilhetinho no elevador dizendo que pode ir ao mercado:

— Posso muito bem usar parte do meu tempo, quando não estou trabalhando, para ajudá-los. É uma maneira de não ficar apenas lendo notícias ruins e preocupantes sobre o coronavírus.

Entre suas iniciativas, Roberta decidiu manter o salário de sua diarista, mesmo que ela não esteja trabalhando. Além disso, pediu à síndica de seu prédio para considerar o caso do porteiro, que é do grupo de risco mas continua na função.

Essa corrente de boas ações também pegou em cheio Yuri Dan Oyarzun Mattos, professor de futevôlei. Ele passou a fazer compras para idosos em supermercados e farmácias, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Até agora, ele recebeu apenas um pedido:

— Ainda vejo muita gente nas ruas. Imagino que serei acionado mais para frente.

Já a ajuda de Sálvio Souza Junior veio na forma de exercícios físicos. Diante dos pedidos dos alunos, de quarentena em casa, passou a compartilhar suas dicas no Instaram (@ssjunior). É a forma que encontrou para colaborar.

Em Duque de Caxias, a produtora cultural Flávia Krauss, de 35 anos, está se oferecendo para fazer compras para os idosos nos supermercados.

— Além de ter muitos idosos no meu entorno, a maioria deles tem baixa renda. Esse bairro, São Bento, é distante do comércio. Então, quis ajudar. As pessoas ainda não tiveram a consciência do perigo que a gente corre estando nas ruas — conta Flávia, que mora com o marido e três filhos.