Moraes dá 15 dias para PF fazer relatório em inquérito que investiga Bolsonaro por suposto vazamento de dados

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Ministro do STF Alexandre de Moraes
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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para que a Polícia Federal faça um relatório minucioso sobre o material obtido a partir da quebra de sigilo telemático no inquérito que investiga o presidente Jair Bolsonaro por supostamente divulgar dados sigilosos.

"Dessa maneira, oficie-se à autoridade policial, delegado de Polícia Federal Fábio Alvarez Shor, para que encaminhe aos autos, no prazo de15 (quinze) dias, relatório minucioso de análise de todo o material colhido a partir da determinação da quebra de sigilo telemático, preservado o sigilo das informações", determinou o magistrado.

O ministro do STF disse que a Polícia Federal não elaborou um relatório específico sobre as informações coletadas a partir da quebra de sigilo telemático ao concluir a investigação do caso, o que, na manifestação de Moraes, é “essencial para a completa análise dos elementos de prova pela Procuradoria-Geral da República”.

No início de fevereiro, a PF apontou que Bolsonaro havia cometido crime de violação de sigilo funcional ao divulgar o conteúdo de um inquérito a respeito de ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma live realizada por ele em agosto do ano passado, para tentar desacreditar o sistema de votação em urna eletrônica.

Duas semanas depois, o procurador-geral da República, Augusto Aras, discordou da PF e pediu ao Supremo o arquivamento desse inquérito contra Bolsonaro ao apontar que o inquérito divulgado não estaria sob sigilo e assim o chefe do Executivo não teria cometido crime algum.

O presidente tem reiteradamente buscado desacreditar o atual sistema de votação.

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