Moraes decreta prisão preventiva de bolsonaristas por atos de vandalismo em Brasília

Apoiadores de Jair Bolsonaro já estavam em prisão temporária após serem alvo da Operação Nero, deflagrada no fim de dezembro

Alexandre de Moraes, ministro do STF (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Alexandre de Moraes, ministro do STF (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Ministro Alexandre Moraes, do STF, determinou a prisão preventiva de investigados por participação em atos de vandalismo em Brasília;

  • Quatro bolsonaristas já estavam presos temporariamente e agora não têm prazo para serem liberados;

  • Outros sete com prisão decretada continuam foragidos.

Quatro pessoas investigadas por participarem dos atos de vandalismo registrados em Brasília (DF) no dia 12 de dezembro tiveram prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Os suspeitos já estavam detidos em prisão temporária desde 29 de dezembro, quando foi deflagrada a Operação Nero, que investiga envolvidos na tentativa de ataque ao prédio da Polícia Federal, destruição e depredação de carros e ônibus, além de prédios públicos e privados na capital federal.

São alvo de prisão preventiva: Joel Pires Santana, Klio Damião Hirano, Átila Franco de Mello e Samuel Barbosa Cavalcante.

Ao todo, 11 pessoas receberam tiveram ordem de prisão decretada na data da operação, mas sete suspeitos continuam foragidos. São eles:

  • Allan Diego dos Santos;

  • Helielton dos Santos;

  • Walace Batista da Silva;

  • Silvana da Silva;

  • Wenia Morais Silva;

  • Ricardo Aoyama;

  • Wellington Macedo.

Além dos já mencionados, outros 29 já foram identificados pela polícia. Seriam empresários do agronegócio, pastores e pessoas ligadas ao garimpo ilegal que frequentavam o acampamento instalado em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.

O local reúne extremistas que defendem um golpe contra o Estado Democrático de Direito por não se confirmarem com o resultado das eleições.

De acordo com a polícia, parte do grupo ainda estaria envolvida na tentativa de explosão de uma bomba instalada em um caminhão próximo ao aeroporto da capital administrativa do país.

O artefato foi descoberto e desarmado na véspera do Natal e o episódio é tratado como terrorismo.