Moraes determina que CPI da Covid dê informações sobre ação que quer banir Bolsonaro das redes sociais

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BRASÍLIA— O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado que a CPI da Covid apresente em 48 horas informações sobre a ação que pede o banimento do Jair Bolsonaro das redes sociais. O magistrado fez a solicitação para decidir sobre o pedido do presidente da República para suspender imediatamente o requerimento da comissão, que pede também a transferência de seus sigilos telemáticos. 

O pedido de quebra do sigilo telemático do presidente, a partir de abril de 2020, foi aprovado na última terça-feira na CPI e encaminhado à Corte e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento requisitou ainda para que Google, Facebook e Twitter forneçam uma série de informações de Bolsonaro, como dados cadastrais, registros de conexão e cópia integral de todo conteúdo armazenado nas plataformas, inclusive informações de acessos e relativas a todas as funções administrativas e de edição. 

No requerimento feito pela comissão, também foi solicitado formalmente o banimento de Bolsonaro das redes sociais pela propagação de notícias falsas. 

No dia seguinte, a Advocacia-Geral da União ingressou com um mandado de segurança contra o pedido feito pela CPI. Alexandre de Moraes foi escolhido como o relator deste caso já que atua em outros casos que têm conexão com a ação de Bolsonaro. 

No pedido, a AGU afirma que as medidas foram decretadas pela CPI de forma ilegal e inconstitucional, em um cenário onde Bolsonaro "sequer poderia ter figurado como testemunha, tampouco como investigado". Segundo o órgão, "a quebra dos dados telemáticos do Presidente da República tem potencial aptidão de provocar danos à ordem institucional e à segurança nacional". 

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