Moraes determina que interventor no DF preste informações sobre conduta de agentes de segurança durante ato golpista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o interventor na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, preste esclarecimentos em relação à conduta dos agentes de segurança pública do Distrito Federal durante os ataques de manifestantes antidemocráticos em Brasília. A ordem está em um ofício enviado pelo ministro a Cappelli.

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Moraes também enviou ofícios ao ministro da Justiça, Flávio Dino, questionando sobre a possível apuração de crimes contra o presidente Lula. Como ministro da Justiça, Dino é o responsável por requerer qualquer tipo de investigação de crimes praticados contra o presidente.

Moraes também concedeu ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, um prazo de dez dias para a entrega de um relatório parcial das provas já coletadas em relação aos atos golpistas praticados na Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro. O ministro também determinou que o relatório identifique possíveis investigados com foro privilegiado, como deputados federais, que teriam atuado na prática de eventuais crimes.

Nesta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já denunciou ao STF um total de 39 pessoas acusadas de vandalizarem o Senado Federal. Eles foram acusados de cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de estado, associação criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

De acordo com relatório da Diretoria-Geral do Senado, o valor total dos danos que puderam ser estimados é de R$ 3,5 milhões, segundo levantamento feito no dia seguinte aos ataques. O custo real dos ataques que destruíram móveis históricos e obras de arte, porém, é tratado como “inestimável” pela perícia.

O nome dos envolvidos nos ataques não foram divulgados. As denúncias foram protocoladas no âmbito do inquérito 4922, que está sob sigilo e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.