Moraes diz que quem não aceitar o resultado da eleição será “tratado como criminoso”

Moraes diz que quem não aceitar o resultado da eleição será “tratado como criminoso”. (REUTERS/Diego Vara)
Moraes diz que quem não aceitar o resultado da eleição será “tratado como criminoso”.

(REUTERS/Diego Vara)

  • Alexandre de Moraes classifica atos bolsonaristas como "ilícitos, antidemocráticos" e "criminosos";

  • Presidente do TSE disse que quem não aceitar o resultado da eleição será "tratado como criminoso";

  • Ele ainda afirma que responsabilidades serão apuradas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, classificou as manifestações bolsonaristas como “ilícitas, antidemocráticas” e “criminosas”. Segundo ele, a Justiça Eleitoral irá apurar quem são os responsáveis pelos atos que contestam as eleições no país.

“Aqueles que criminosamente não estão aceitando, aqueles que criminosamente estão praticando atos antidemocráticos serão tratados como criminosos e as suas responsabilidades serão apuradas”, disse.

Na primeira sessão de julgamento do TSE após o fim das eleições, o ministro lembrou que a “maioria massacrante” dos eleitores é formada por “democratas, que acreditam na democracia e no estado de direito”. De acordo com ele, o "segundo turno acabou democraticamente" no domingo passado (30) e o vencedor tomará posse em 1º de janeiro de 2023.

"Isso é democracia, isso é alternância de poder, isso é Estado republicano. Não há como se contestar um resultado democraticamente divulgado com movimento ilícitos, antidemocráticos, criminosos, que serão combatidos e os responsáveis apurados e responsabilizados sob a pena da lei. A democracia venceu novamente no Brasil”, afirmou.

Desde segunda-feira (31), um dia após o resultado do pleito consagrar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o próximo presidente do Brasil, manifestantes bolsonaristas estão bloqueando rodovias e cobrando intervenção militar em frente aos quartéis. O silêncio de Jair Bolsonaro (PL) sobre a derrota – que durou 45 horas – foi visto pelos apoiadores como um aval para continuar com os protestos.

Moraes chegou a determinar, na segunda-feira, que a Polícia Rodoviária Federal e as polícias militares dos estados tomassem medidas para desobstruir as vias, mas diversos pontos continuaram interditados. Ontem (2), Bolsonaro publicou um vídeo pedindo que apoiadores liberassem as estradas no país. Apesar da PRF já ter desfeito 776 manifestações ilegais, diversos lugares seguem bloqueados pelos bolsonaristas.