Moraes explica longas filas na votação e afirma: "Dia de eleição não é dia de arma"

Filas nos locais de votação incomodaram eleitores - Foto: Divulgação/TSE
Filas nos locais de votação incomodaram eleitores - Foto: Divulgação/TSE
  • Eleição deste domingo registrou longas filas por todo o Brasil

  • Alexandre de Moraes explicou que a demora na votação se deu pelo maior número de eleitores

  • Presidente do TSE também considerou que a eleição tem transcorrido de forma tranquila

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes manifestou-se nesta tarde de domingo (2) sobre o registro de longas filas enfrentadas por eleitores de todo Brasil durante o dia.

Para o ministro, é precipitado afirmar que a lentidão nos colégios eleitorais - mesmo aqueles que não costumavam registrar filas - está relacionada ao registro biométrico dos eleitores.

"Até porque em algumas zonas eleitorais, já foi verificado um aumento do número de eleitores, ou seja, um menor número de abstenção", argumentou.

Mesmo no exterior, o índice de comparecimento foi "50 e poucos por cento maior" do que o registrado em 2018, de acordo com Moraes.

"Clima tranquilo"

Apesar da lentidão e das filas, o ministro considerou que a eleição tem ocorrido de forma "tranquila e harmoniosa" ao longo deste domingo.

"Eleição absolutamente tranquila, um clima tranquilo. Eu votei cedo em São Paulo, depois passei no TRE de São Paulo, conversei com o presidente. Vim para Brasília, passei em dois locais. Nós percebemos um clima ameno, tranquilo."

O presidente do TSE ainda garantiu que não foram registradas pela Justiça Eleitoral ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas estabelecidas para esta eleição, como, por exemplo, a proibição do porte de armas nas imediações da seção eleitoral.

"Dia de eleição não é dia de arma. Eu digo, disse e repito, a arma do eleitor é o voto. Não se justifica que no dia de eleição, quando há uma aglomeração maior de pessoas, as pessoas saiam para praticar tiro. Tem outros dias para isso", afirmou.