Moraes fala em organização criminosa e omissão para justificar prisão de ex-ministro de Bolsonaro

***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  23-11-2022, O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, durante reunião com comandantes de Polícia Militar (PM) nos estados. No TSE. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 23-11-2022, O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, durante reunião com comandantes de Polícia Militar (PM) nos estados. No TSE. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que as condutas do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) Anderson Torres e o ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal Fabio Augusto Vieira são gravíssimas e colocam a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em risco.

A justificativa foi dada em seu pedido de prisão aos dois feita neste domingo (8), após os atos golpistas na capital.

Moraes disse que os fatos narrados em investigação da Polícia Federal, autora do pedido de prisão, "demonstram uma possível organização criminosa que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas".

"No caso de Anderson Torres e Fabio Augusto Vieira, o dever legal decorre do exercício do cargo de Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e de Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal, e a sua omissão ficou amplamente comprovada pela previsibilidade da conduta dos grupos criminosos e pela falta de segurança que possibilitou a invasão dos prédios públicos", afirmou.