Moraes pede que PGR se manifeste sobre pedido para investigar Jair Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro é suspeito de interferência em investigação da Polícia Federal que apura se houve corrupção no MEC (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Presidente Jair Bolsonaro é suspeito de interferência em investigação da Polícia Federal que apura se houve corrupção no MEC (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Resumo da notícia

  • Alexandre de Moraes pediu que PGR se posicione sobre pedido de investigação contra Bolsonaro

  • Presidente é suspeito de interferência na Polícia Federal, no âmbito da investigação contra Milton Ribeiro

  • Ex-ministro disse para a filha que Bolsonaro relatou "pressentimento" de que haveria busca e apreensão contra Ribeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República deve se manifestar sobre um pedido de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi revelada pelo portal g1.

Bolsonaro é acusado de interferência na Polícia Federal durante as investigações contra Milton Ribeiro, suspeito de corrupção quando era ministro da Educação.

A determinação de Moraes acontece após um pedido do líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O senador reforço que há indícios de interferência de Bolsonaro e pediu adoção de “medidas cabíveis a fim de evitar interferências indevidas da cúpula do Poder Executivo nas atividades-fim da Polícia Federal”.

O pedido de Moraes é praxe em casos como esse. A ministra Cármen Lúcia já havia feito o mesmo pedido na terça-feira (28), após um pedido do deputado Israel Batista (PSB-DF). Agora, a Procuradoria-Geral da República deve decidir se há indícios suficientes para abrir uma investigação contra o presidente.

A ministra Cármen Lúcia disse considerar grave a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro ter interferido na investigação da Polícia Federal, que apura suspeita de corrupção no Ministério da Educação.

Após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, que já foi solto, a Polícia Federal passou a investigar a suspeita de interferência na investigação. Em uma ligação telefônica com a filha, Ribeiro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro relatou ter tido um “pressentimento” de que o ex-ministro poderia ser alvo de busca e apreensão.

Frederick Wasseff, advogado da família, negou qualquer interferência de Bolsonaro no caso e, sobre as ligações, declarou que o presidente não tem “nada a ver com as gravações”.

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