Moraes quer combate firme ao terrorismo: 'Não são civilizadas'

Ministro do STF garantiu punição a quem praticou, financiou e incentivou atos de vandalismo no DF

Alexandre de Moraes participou da cerimônia de posse do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e pregou um 'combate firme' ao terrorismo ao citar os ataques de vândalos bolsonaristas. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Alexandre de Moraes participou da cerimônia de posse do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e pregou um 'combate firme' ao terrorismo ao citar os ataques de vândalos bolsonaristas. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Alexandre de Moraes garante que as instituições irão "combater firmemente o terrorismo";

  • Em discurso, ministro criticou bolsonaristas que querem que a "prisão seja uma colônia de férias";

  • Magistrado também destacou que todos os responsáveis serão punidos, sem exceção.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (10) que as instituições irão “combater firmemente o terrorismo” e as pessoas “antidemocráticas, que querem dar um golpe” de Estado.

“Não é possível conversar com essas pessoas de forma civilizada. Essas pessoas não são civilizadas. Basta ver o que fizeram no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, e com muito mais raiva e ódio no Supremo Tribunal Federal”, afirmou, em alusão aos ataques às sedes dos Três Poderes, realizados no último domingo (8).

Antes, Moraes já tinha deixado claro sua posição e enviou 5 recados em decisão contra atos terroristas em Brasília. Confira aqui quais foram.

A declaração foi feita durante a solenidade de posse do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro classificou a PF como um “órgão competentíssimo que, ano após ano, vem ganhando o respeito da população”.

Em seu discurso, Moraes criticou os bolsonaristas radicais. “Até domingo faziam badernas e crimes e agora reclamam porque estão presos, querendo que a prisão seja uma colônia de férias”, pontuou. Ele ainda destacou que as instituições são feitas “de coragem e de cumprimento da lei”.

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“As instituições irão punir todos os responsáveis, todos. Aqueles que praticaram os atos, que planejaram os atos, que financiaram os atos e aqueles que incentivaram, por ação ou omissão, porque a democracia irá prevalecer”, garantiu.

O magistrado ainda afirmou que a operação que desmobilizou os acampamentos bolsonaristas, na segunda-feira (9), foi necessária para “garantir a democracia” e “mostrar que não há Apaziguamento nas instituições brasileiras”.

O termo Apaziguamento é usado na História para descrever a política adotada pelos países europeus na década de 1930, que permitiram o fortalecimento do ditador Adolf Hitler e da doutrina nazista na Alemanha para evitar tensões. A estratégia de não enfrentar o regime de Hitler não deu certo e resultou na Segunda Guerra Mundial.