Moraes rejeita pedido da PGR para deixar inquérito contra Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou nesta terça-feira (6) o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que deixe a relatoria do inquérito que apura uma declaração falsa do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao relacionar a vacina contra a covid-19 à Aids.

Além disso, segundo informações do portal g1, Moraes determinou que a PGR se manifeste sobre o pedido da PF (Polícia Federal) para indiciar o mandatário por incitação ao crime.

Na segunda-feira (5), a PGR defendeu que a relatoria do caso fosse transferida do ministro Alexandre de Moraes para o ministro Luís Roberto Barroso sob o argumento de que Barroso já encabeçou inquéritos sobre o mesmo tema no STF.

A Procuradoria disse ainda que a mudança deve ocorrer para evitar “anulação futura”.

O parecer é assinado pela vice-procuradora-geral Lindôra Araújo, que pontuou que o inquérito tem "normal seguimento", mesmo com o recurso da PGR, mas que o pedido do Ministério Público deve ser analisado para se dar seguimento à investigação.

Declaração de Bolsonaro

Em relatório, encaminhado ao STF, a PF afirma que, no dia 21 de outubro de 2021, durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, o presidente e um auxiliar teriam propagado informações falsas sobre a vacina e uma relação inexistente com a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.

Na mesma ocasião, o chefe do Executivo também disse que o uso de máscaras levou a mortes pela gripe espanhola, o que não é verdade.