Moraes, do STF, quer apurar pagamentos de partidos e candidatos a empresas suspeitas de disseminar notícias falsas

Aguirre Talento
·1 minuto de leitura

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, quer apurar se houve pagamentos para impulsionar nas redes sociais a disseminação de notícias falsas e ataques aos ministros da corte, em uma ação orquestrada com políticos.

Para isso, em despacho proferido nesta quinta-feira, o ministro solicitou compartilhamento de informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre pagamentos de candidatos e partidos políticos a seis empresas responsáveis por disparos em massa de mensagens e suspeitas da disseminação de fake news. Além disso, requisitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que verifique se órgãos da administração pública fizeram repasses a essas empresas.

Além disso, o ministro solicitou ao TSE o compartilhamento das informações apuradas nas duas ações de investigação judicial eleitoral que apuram se a campanha eleitoral de 2018 do presidente Jair Bolsonaro se beneficiou com disparos em massa de mensagens pagos por seus apoiadores. Isso porque há uma suspeita de que esses disparos tenham modo de funcionamento semelhante aos ataques proferidos contra os ministros em redes sociais. Essas ações que tramitam no TSE pedem a cassação da chapa eleita em 2018.

O ministro também solicitou que a Polícia Federal colha os depoimentos dos responsáveis pelas empresas.

É mais um passo do inquérito das fake news que pode atingir o entorno do presidente da República, já que uma das suspeitas do inquérito é que apoiadores do presidente foram responsáveis por ataques e notícias falsas contra o STF. Ao solicitar dados de uma investigação diretamente relacionada a Bolsonaro, que tramita no TSE, o inquérito das fake news poderá aprofundar essas suspeitas.