Moro agiu de forma 'covarde' e defendia 'outra ideologia', diz Bolsonaro

Daniel Gullino
Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o ex-ministro Sergio Moro agiu de forma "covarde" e servia a outra "ideologia". Bolsonaro criticou as posições de Moro em relação a armas e a medidas de isolamento social e disse que "graças a Deus" ficou "livre" dele.

— Vocês estão entendendo um pouquinho sobre quem estava no meu lado. Essa IN 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. Ignorou decretos meu e ignorou lei, para dificultar a posse e o porte de arma de fogo para cidadão de bem — disse Bolsonaro a apoiadores, no Palácio da Alvorada, após um deles criticar uma instrução normativa (IN) da Polícia Federal.

Bolsonaro, então, fez referência a uma portaria, assinada por Moro pelo também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que autorizava o uso de força policial para forçar indivíduos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus a ficar em isolamento ou quarentena e que foi revogada na semana passada. De acordo com o presidente, Moro queria editar outro texto, que multasse quem descumprisse as medidas de isolamento.

— Tem uma portaria também, que o ministro novo revogou, apesar de não ter força de lei, ela orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua. Esse era o cara que estava lá perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa. Graças a Deus ficamos livres dele.