Moro deve combater sexualização precoce e defender lei do aborto, diz coordenador evangélico

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  • Sergio Moro
    Jurista brasileiro, ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
  • Jair Bolsonaro
    38.º presidente do Brasil
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  25-11-2021, 12h00: Os ex-ministros do governo Bolsonaro, Sérgio Moro e General Santos Cruz, durante evento de filiação de Santos Cruz no Podemos, partido ao qual Moro também se filiou. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 25-11-2021, 12h00: Os ex-ministros do governo Bolsonaro, Sérgio Moro e General Santos Cruz, durante evento de filiação de Santos Cruz no Podemos, partido ao qual Moro também se filiou. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em contatos com lideranças evangélicas, Sergio Moro (Podemos) deverá buscar demarcar diferenças com o presidente Jair Bolsonaro (PL) como um "conservador moderado e democrático", segundo Uziel Santana, responsável por coordenar essa área na pré-campanha do ex-ministro.

Isso inclui a abordagem de temas da chamada pauta moral, que despertam interesse especial do segmento.

Um exemplo são as questões de gênero, em que o ex-juiz busca um meio-termo. "Moro vai combater a sexualização precoce das crianças, mas não pretende proibir discussões sobre o tema no contexto acadêmico", diz Santana, fundador e ex-presidente da Anajure (Associação Nacional dos Juristas Evangélicos).

No caso do aborto, diz Santana, a ideia é defender a manutenção da legislação atual, que prevê interrupção da gravidez em caso de estupro, risco para a vida da mãe e anencefalia.

Já a defesa do ensino domiciliar, outra bandeira de evangélicos, é um tema encarado de forma lateral pelo ex-juiz, embora sua defesa na campanha não esteja descartada.

Moro deve intensificar o contato com grupos evangélicos. Mesmo lideranças associadas a Bolsonaro, como Silas Malafaia, serão procuradas. "Malafaia é polêmico, mas a igreja dele é séria", diz Santana.

A ideia, no entanto, não é obter o apoio de igrejas. "A gente não quer esse tipo de relação, dá margem para muitos problemas. É uma aliança de princípios e valores", afirma.

Também estão sendo organizados encontros até o final de janeiro com representantes de diversas religiões, como a Igreja dos Mórmons, Conib (Confederação Israelita do Brasil), Fambra (Federação das Associações Muçulmanas do Brasil) e Canção Nova (ligada à Renovação Carismática da Igreja Católica).

"O recado é que a liberdade religiosa é um direito fundamental, que será respeitado e promovido", diz o coordenador.

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