Moro diz que 'supostas mensagens' não retratam fraude

MÔNICA BERGAMO
·1 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.04.2020 - O ex-ministro da Justiça Sergio Moro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.04.2020 - O ex-ministro da Justiça Sergio Moro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-ministro Sergio Moro emitiu nota nesta segunda-feira (1º) afirmando que as "supostas mensagens eletrônicas divulgadas por decisão do ministro Ricardo Lewandoswki, do STF [Supremo Tribunal Federal]" não retratam fraude.

Nesta segunda (1º), Lewandowski suspendeu o sigilo das conversas entre procuradores da Operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro.O conteúdo de novos diálogos foi incluído no processo pela defesa do ex-presidente Lula. O material tem, ao todo, 50 páginas. Parte dele é inédita.

"Nenhuma das supostas mensagens retrata fraude processual, incriminação indevida de algum inocente, antecipação de julgamento, qualquer ato ilegal ou reprovável ou mesmo conluio para incriminar alguém ou para qualquer finalidade ilegal", afirma o também ex-juiz que atuou na Lava Jato.

"Todos os processos julgados na Lava Jato foram decididos com correção e imparcialidade, tendo havido inclusive indeferimentos de vários pedidos da PF [Polícia Federal] e do MPF [Ministério Público Federal] e diversas absolvições (21% dos acusados foram absolvidos), com a grande maioria das condenações, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantidas pelas cortes de apelação e tribunais superiores", segue Moro.

Uma outra parte dos diálogos já tinha vindo a público e revelava Moro orientando os procuradores sobre como apresentar a denúncia contra o petista no caso do tríplex do Guarujá.

Ele afirma que não reconhece a autenticidade do conteúdo divulgado, "pois como já afirmei anteriormente não guardo mensagens de anos atrás".

"As referidas mensagens, se verdadeiras, teriam sido obtidas por meios criminosos, por hackers, de celulares de procuradores da República, sendo, portanto, de se lamentar a sua utilização para qualquer propósito, ignorando a origem ilícita", afirma ele.