Moro é contratado como sócio-diretor de empresa que atua junto à Odebrecht

Redação Notícias
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BRASILIA, BRAZIL - APRIL 24: Minister of Justice Sergio Moro speaks during a press conference to announce his resignation after president Bolsonaro dismissed Federal Police Chief Mauricio Valeixo at the Justice Ministry in Brasilia, Brazil, on April 24, 2020 in Brasilia. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - APRIL 24: Minister of Justice Sergio Moro speaks during a press conference to announce his resignation after president Bolsonaro dismissed Federal Police Chief Mauricio Valeixo at the Justice Ministry in Brasilia, Brazil, on April 24, 2020 in Brasilia. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro foi anunciado como sócio-diretor da consultoria norte-americana de gestão de empresas Alvarez & Marsal. O ex-juiz da Lava Jato vai atuar na sede da empresa em São Paulo, na área de “Disputas e Investigações”.

A consultoria atua como administradora judicial do Grupo Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas pela força-tarefa da Lava Jato.

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A empresa informou que "Moro é especialista em liderar investigações anticorrupção complexas e de alto perfil, crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e crime organizado, bem como aconselhar clientes sobre estratégia e conformidade regulatória proativa”.

A nota divulgada pela consultoria em seu site destaca ainda que ele atuou como juiz federal por mais de 20 anos e citou a Lava Jato, que classificou como “maior iniciativa de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil”.

"A Lava Jato gerou uma onda anticorrupção não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Tanto como ministro quanto como juiz federal, Moro colaborou com autoridades de países da América Latina, América do Norte e Europa na investigação de casos criminais internacionais relacionados a suborno, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e crime organizado", acrescentou a nota.

Sergio Moro defendeu sua contratação e disse que aceitou o cargo para “ajudar as empresas a fazer coisa certa, com políticas de integridade e anticorrupção".

“Não é advocacia, nem atuarei em casos de potencial conflito de interesses", afirmou.

O ex-ministro da Justiça deixou o governo de Jair Bolsonaro em abril após acusar o presidente de interferência política na Polícia Federal.