A pedido de Moro, Lula depõe com base na Lei de Segurança Nacional por ofensa a Bolsonaro

Debora Álvares
Um dia após deixar prisão, ex-presidente afirmou que Bolsonaro governa para

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (19) à Polícia Federal em Brasília em um inquérito aberto a pedido do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para apurar se ele violou a Lei de Segurança Nacional. A legislação foi editada nos últimos anos da ditadura militar. 

A investigação é para esclarecer “possível crime contra a honra” do presidente Jair Bolsonaro. Após ouvir o ex-presidente e a repercussão do caso, a Polícia Federal emitiu nota em que destaca que já encaminhou relatório ao Judiciário e ”resta demonstrado a inexistência de qualquer conduta praticada, por parte do investigado, que configure crime previsto na Lei de Segurança Nacional”.

Um dia após deixar a Superintendência da PF em Curitiba, onde cumpriu pena por 580 dias por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista fez um discurso no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP), no qual disse que Bolsonaro “governava para milicianos”. 

“Tem gente que fala que tem que derrubar o Bolsonaro. Tem gente que fala em impeachment. Veja, o cidadão foi eleito. Democraticamente, aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos. Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”, afirmou Lula no palanque em 9 de novembro de 2019.

Dois dias depois do discurso do petista, o presidente Bolsonaro afirmou em entrevista ao site Antagonista que estudava usar a Lei de Segurança Nacional contra o ex-presidente. “Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos.”

Segundo o Ministério da Justiça, o ministro sugeriu enquadramento em dois crimes: calúnia e...

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