'Reação criminosa contra nosso trabalho', diz Moro ao Ratinho sobre mensagens

REUTERS/Adriano Machado

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sergio Moro, ministro da Justiça, participou do ‘Programa do Ratinho'; entrevista vai ao ar nesta terça

  • Ao falar sobre mensagens vazadas, diz estar ‘diante de reações criminosas contra ao trabalho’ dele

O ministro da Justiça, Sergio Moro, será convidado desta terça do ‘Programa do Ratinho’, no SBT. Ele participa do quadro ‘Dois Dedos de Prosa’ e fala sobre seu pacote anticrime, as recentes manifestações populares contra e a favor do governo e também sobre mensagens vazadas atribuídas a ele.

“Nós sabemos dos desafios da segurança pública e da Justiça, sabemos que há uma grande insatisfação quanto a corrupção, o crime organizado e a criminalidade violenta, mas o Governo Federal e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, estão trabalhando duro para melhorar esse quadro. Eu acho que a percepção das pessoas é de que nós estamos no caminho certo, especialmente no enfrentamento da criminalidade mais grave”, afirmou Moro.

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O ministro também finalizou sua participação chamando de “reação criminosa ao seu trabalho” o vazamento de mensagens divulgado pelo ‘The Intercept Brasil’. As mensagens em questão expõe conversas atribuídas a Moro na qual ele, ainda juiz, teria dado rumos para que a Lava Jato prejudicasse o ex-presidente Lula.

“É difícil dizer para alguém que vive em uma comunidade dominada pelo crime organizado que as coisas estão melhorando enquanto a melhoria não chega efetivamente, mas nós estamos trabalhando, isso eu posso assegurar. E vamos continuar trabalhando, mesmo diante de reações criminosas contra o nosso trabalho”, finalizou.

As reportagens do ‘Intercept’

Série de matérias do site ‘The Intercept Brasil’ traz uma sequência de mensagens atribuídas ao ministro Sergio Moro. Na primeira leva, as mensagens faziam referência aos rumos da Lava Jato; na sequência, se referiram a ação da defesa do ex-presidente Lula como "showzinho".

As mensagens trocadas pelo Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, indicam que o ministro, na época juiz federal, conduziu as investigações da Lava Jato.

Moro sugeriu trocas de fases da Lava Jato e deu dicas informais a Dallagnol por mensagens do aplicativo Telegram. Os arquivos trazem históricos entre 2015 e 2017.

A Constituição de 1988 estipula que o juiz não pode ter vínculos com as partes do processo judicial. Com a parte acusadora, neste caso o MP, não deve haver troca de informações ou atuação fora das audiências.

A Lava Jato divulgou uma nota onde confirma ter sido hackeada. O comunicado, publicado na noite no domingo (9), explica que as mensagens trocadas pelo Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, publicadas pelo site Intercept, são frutos de uma atividade criminosa. O teor das conversas indica que o ministro, na época juiz federal, conduziu as investigações.