Moro relaciona Carlos Bolsonaro ao Gabinete do Ódio em depoimento à PF

Redação Notícias
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Former Brazilian Minister of Justice and Public Security, Sergio Moro, is seen on a laptop's screen in Rio de Janeiro, Brazil, as he speaks during a video interview with AFP from Curitiba, Parana state, Brazil, on July 6, 2020. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Former Brazilian Minister of Justice and Public Security, Sergio Moro, is seen on a laptop's screen in Rio de Janeiro, Brazil, as he speaks during a video interview with AFP from Curitiba, Parana state, Brazil, on July 6, 2020. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou em depoimento à Polícia Federal que ouviu de ministros do Palácio do Planalto que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) é ligado ao chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores bolsonaristas que usa as redes sociais para atacar adversários do presidente.

Moro prestou depoimento no dia 12 no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a organização de atos antidemocráticos. O jornal O Globo teve acesso ao documento e divulgou as informações nesta sexta-feira (27).

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Segundo a reportagem, o ex-juiz da Lava Jato também disse que foi alvo desse grupo após ter deixado o cargo de ministro no governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Indagado se tem conhecimento do envolvimento de Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Tercio Arnaud, José Matheus, Mateus Matos em quaisquer dos fatos ora mencionados, respondeu que os nomes de Carlos Bolsonaro e Tercio Arnaud eram normalmente relacionadas ao denominado ‘Gabinete do Ódio’; indagado sobre como tomou conhecimento da relação de tais pessoas com o denominado ‘Gabinete do Ódio’, respondeu que tomou conhecimento por comentários entre ministros do governo; indagado sobre quais ministros citavam a participação de Carlos Bolsonaro e Tercio Arnaud no ‘Gabinete do Ódio’ respondeu que eram os ministros palacianos”, diz o depoimento.

O ex-ministro preferiu não citar nominalmente quais ministros seriam esses.

“Indagado se o depoente poderia nominar tais ministros, respondeu que reforça que era um comentário corrente entre os ministros que atuavam dentro do Palácio do Planalto”, diz.

Sobre o uso de servidores públicos nessas atividades de ataque às autoridades, Moro afirmou não ter conhecimento, mas que era necessário apurar isso.

À PF, o ex-juiz da Lava Jato “esclareceu que quando de sua saída do Ministério da Justiça ocorreram diversos ataques contra sua pessoa em redes sociais; que chegou ao seu conhecimento que tais ataques era oriundos do denominado ‘Gabinete do ódio’; Indagado se pode nominar as pessoas responsáveis pela prática de tais condutas, direta ou indiretamente, respondeu que não sabe denominar”.