Moro sai em defesa de Ciro, que já disse que receberia o ex-juiz 'na bala'

“A campanha de ataque ao Ciro Gomes é mais uma demonstração da natureza totalitária do PT”, escreveu Moro. REUTERS/Alexandre Meneghini
“A campanha de ataque ao Ciro Gomes é mais uma demonstração da natureza totalitária do PT”, escreveu Moro. REUTERS/Alexandre Meneghini

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (União Brasil) saiu em defesa de Ciro Gomes, candidato à Presidência pelo PDT, nesta quinta-feira (22). Nas redes sociais, o ex-juiz afirmou que ataques a campanha do pedetista são mais “uma demonstração da natureza totalitária do PT”.

“Querem destruir todos que se opõem ao partido. Não sou eleitor do Ciro, mas fica o alerta”, escreveu Moro, atualmente candidato ao Senado pelo Paraná.

Há um mês, o pedetista foi sabatinado pelo Roda Viva, da TV Futura, disse que o ex-juiz “sempre foi um picareta” ao ser questionado sobre tentar aliança com o União Brasil, sigla do ex-ministro.

Em 2017, quando Moro ainda era juiz federal da 13ª Vara de Curitiba, Ciro gravou um vídeo ameaçando receber “a turma dele na bala” se o então magistrado mandasse prendê-lo.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

As declarações ocorreram no dia 21 de março daquele ano, quando a Polícia Federal cumpriu mandado de busca, apreensão e condução coercitiva contra um blogueiro, em São Paulo.

“Hoje esse Moro resolveu prender um blogueiro. Ele que mande me prender, eu recebo a turma dele na bala”, diz o Ciro em vídeo.

Ao longo da campanha, o pedetista tem sido criticado pelos ataques feitos a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de quem Moro também se diz adversário. Ciro já foi acusado de servir como um braço do bolsonarismo pelas ofensas feitas a Lula.

Nesta quarta (21), o pedetista voltou a dizer que o petista tem um “gabinete do ódio” e acusou o PT de liderar o fascismo de esquerda no Brasil, segundo ele, responsável pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2018.