Moro afirma não ter estabelecido condição para assumir ministério

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AP Photo/Eraldo Peres
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O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, negou nesta segunda (13) que tenha estabelecido condições para aceitar seu cargo. A fala acontece um dia após entrevista na qual o presidente Jair Bolsonaro afirma que indicará Moro ao Supremo.

“Não estabeleci nenhuma condição para aceitar o convite. Quero trabalhar contra a corrupção, crime organizado e crime violento. Houve uma convergência de pautas [com o presidente]”, afirmou Moro durante palestra em Curitiba.

Bolsonaro assumiu compromisso com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para indicá-lo para uma vaga no STF em entrevista à Rádio Bandeirantes.

"Eu fiz um compromisso com ele, porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Eu falei: 'A primeira vaga que tiver lá [no STF], está à sua disposição'", disse Bolsonaro, em entrevista ao programa do jornalista Milton Neves na rádio Bandeirantes.

"A primeira vaga que tiver, eu tenho esse compromisso com Moro, e se Deus quiser nós cumpriremos esse compromisso. Acho que a nação toda vai aplaudir um homem desse perfil lá dentro do STF", acrescentou o presidente.

O primeiro ministro do Supremo que deve deixar a corte é o decano Celso de Mello, que cumpre 75 anos --a idade de aposentadoria obrigatória-- em novembro de 2020.

A segunda vaga no STF deve ficar disponível com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021.

Bolsonaro fez os comentários após ser questionado pelos entrevistadores sobre uma fala recente do ex-juiz da Lava Jato, que no final de abril disse ao jornal português Expresso que ir para o STF seria "como ganhar na loteria".

"Eu vou honrar esse compromisso. Caso ele [Moro] queira ir pra lá [STF], será um grande aliado. Não do governo, mas dos interesses do nosso Brasil dentro do STF", disse o mandatário.

Ao revelar o acordo feito com o ex-juiz da Lava Jato, Bolsonaro ressaltou que, mesmo indicado, Moro terá que se submeter ao crivo do Congresso antes de assumir uma cadeira na corte.

"Obviamente ele teria que passar por uma sabatina no Senado. Eu sei que não lhe falta competência para ser aprovado lá, mas é uma sabatina técnico-política", concluiu o presidente.

Com FOLHAPRESS

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