Morre Afonso Arinos de Melo Franco, membro da ABL, aos 89 anos

Afonso Arinos de Melo Franco, em 2013

Morreu na manhã deste domingo o acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco (Afonso Arinos, filho), aos 89 anos. Eleito em 22 de julho de 1999, Afonso Arinos foi o sexto ocupante da Cadeira nº 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele entrou na sucessão de Antonio Houaiss e foi recebido em 26 de novembro de 1999 pelo acadêmico José Sarney. Ele era filho do imortal, ex-deputado e ex-senador Affonso Arinos de Melo Franco, responsável por criar a primeira lei contra o racismo no país, sobrinho-neto de Afonso Arinos, um dos mais importantes escritores sertanistas, e do político e diplomata Afrânio de Melo Franco. Afonso Arinos de Melo Franco vinha a ser avô do colunista de O GLOBO Bernardo Mello Franco.

Na década de 1950, Afonso Arinos concluiu o curso de Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual UFRJ. Em 1952, iniciou a carreira de diplomata, atuando na comissão de Organismos Internacionais da divisão de Atos, Congressos e Conferências Internacionais do Ministério das Relações Exteriores. Entre 1956 e 1959, foi segundo-secretário na embaixada do Brasil em Roma, na Itália, e, entre 1963 e 1964, primeiro-secretário na embaixada do Brasil em Bruxelas, na Bélgica. Também atuou na política, elegendo-se deputado estadual, e, posteriormente federal, do então Estado da Guanabara, na década de 1960.

Paralelamente à atuação como diplomata e político, Afonso Arinos também era escritor. "Sou um memorialista", disse em entrevista ao GLOBO, em 2013, na ocasião do lançamento do livro "Tramonto", em que reuniu histórias do passado.

No Itamaraty, conheceu Vinicius de Moraes de quem se tornou amigo. Também estabeleceu laços de amizade com importantes nomes da literatura brasileira, como João Cabral de Melo Neto, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, entre outros.