Morre Ahmed Kathrada, ícone da luta contra o apartheid na África do Sul

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ícone da luta contra o apartheid na África do Sul, Ahmed Kathrada morreu nesta terça-feira (28) aos 87 anos em Johannesburgo.

O ativista morreu após complicações em uma cirurgia, anunciou a fundação que leva seu nome. Ele estava internado e sofria com uma pneumonia.

Kathrada dedicou sua vida a lutar contra o regime de segregação racial no país e ficou preso por 20 anos ao lado de Nelson Mandela. Depois de soltos, Kathrada foi conselheiro de Mandela quando este estava na presidência do país entre 1994 e 1999.

Conhecido como "Tio Kathy", ele foi uma figura importante no final dos anos 1980 durante as negociações entre o Congresso Nacional Africano e o regime branco que comandava o país, contribuindo para a queda do regime do apartheid no início dos anos 1990.

Em abril do último ano, Kathrada criticou Jacob Zuma, atual presidente da África do Sul, após acusações de que ele havia utilizado dinheiro público para reformar sua casa.

Zuma afirmou nesta terça que Kathrada será homenageado com um funeral organizado pelo Estado.

Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o arcebispo sul-africano Desmond Tutu disse que o ativista ajudou a restaurar a confiança do mundo na África do Sul após um longo período de dominação da minoria branca.