Morre ao 97 anos Peter Brook, diretor e autor ícone do teatro contemporâneo

Morreu aos 97 anos Peter Brook, inovador diretor e autor britânico, considerado um dos maiores nomes do teatro contemporâneo. Brook vivia em Paris, na França, desde 1971, onde fundou o Centro Internacional de Pesquisa Teatral, do qual era diretor.

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O autor era reconhecido por redefinir a maneira como se pensa teatro na atualidade, influenciado uma geração. Conforme jornal The Guardian, muitas das produções de Brook foram celebradas por "despojar o teatro do supérfluo e destilar o drama ao seu essencial".

Brook nasceu em Londres em 21 de março de 1925. Aos sete anos, encenou uma versão de Hamlet de quatro horas para seus pais. Depois de frequentar o Magdalen College, em Oxford, foi para a Royal Opera House, dirigindo a ópera Salomé, de Richard Strauss.

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Em 1955, dirigiu Tito Andrônico em Stratford para a Royal Shakespeare Company (RSC) e quando Peter Hall se tornou diretor artístico da RSC três anos depois, pediu a Brook para ajudá-lo no grupo. As produções da RSC feitas por Brook incluíram uma encenação de 1962 de Rei Lear – a peça que ele considerava “a suprema conquista do teatro mundial” – estrelada por Paul Scofield.

A obra mais conhecida do britânico é O Mahabharata, um épico de nove horas da mitologia hindu, criado em 1985 e adaptado ao cinema em 1989. Ao longo de décadas, junto de sua companhia, trabalhou em palcos de toda a Europa e em países como Índia, África do Sul e Irã, dirigindo atores como Laurence Olivier e Orson Welles. Vários de seus shows foram para a Broadway, incluindo Marat/Sade, que ganhou o prêmio Tony de melhor peça em 1964.

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Em 1974, transformou um auditório abandonado atrás da estação Gare du Nord na capital francesa no teatro Bouffes du Nord, destino essencial para os amantes de espetáculos. Na época, o prédio em ruínas teve apenas uma reforma mínima e foi inaugurado com a encenação de Timão de Atenas. Os aplausos derrubaram até pedaços do reboco precário do teto.

Em 2019, recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias para as Artes em Espanha, pelo reconhecimento como "mestre de gerações".

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