Morre, aos 87 anos, a bilionária Lily Safra

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A bilionária e filantropa Lily Safra morreu neste sábado, aos 87 anos. Segundo a Fundação Edmond J. Safra, ela morreu em Genebra, rodeada pela família e por amigos. O funeral será na cidade suíça na segunda-feira. “Por mais de vinte anos, a senhora Safra manteve fielmente o legado filantrópico de seu amado marido Edmond, prestando apoio a centenas de organizações em todo o mundo”, diz a nota.

Presidente do conselho da Fundação Edmond J. Safra, que leva o nome de seu marido, morto em 1999, a gaúcha Lily Safra esteve à frente de uma instituição com ações filantrópicas nas áreas de educação, medicina, ciência, assistência humanitária, em mais de 40 países.

Segundo a revista Forbes, Lily tinha patrimônio de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,83 bilhões) e ocupava o número 2.117 na lista de pessoas mais ricas do planeta. Ela foi casada por mais de vinte anos com o banqueiro libanês Edmond Safra, filho de Jacob e irmão de Joseph Safra. A família se mudou para o Brasil na década de 1950, onde fundou o Banco Safra.

Ela e Edmond Safra se casaram em 1976, depois que se conheceram em um leilão em Paris. Em 1999, ele morreu vítima de incêndio criminoso em Montecarlo. Lily, que estava no imóvel, conseguiu se salvar. Um enfermeiro foi condenado à prisão por ter ateado fogo ao local.

Quando o banqueiro morreu, deixou a maior parte de sua fortuna para a fundação que leva seu nome, que passou então a ser comandada por Lily. A entidade financiou o Parkinson and Movement Disorders Center, da Universidade de Nova York (NYU), em 2007.

Também fez doações ao Instituto para o Cérebro e Doenças da Medula Espinhal do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. E financiou a criação de um hospital voltado ao público infantil em Israel.

Em 2019, a bilionária fez uma das maiores doações para a reconstrução da Catedral de Notre Dame, em Paris, parcialmente destruída em um incêndio. Na ocasião, doou € 10 milhões para as obras.

Amante das artes, vendeu em leilão na Sotheby’s, em 2005, 800 peças de sua coleção, incluindo móveis e objetos de arte. Na época, afirmou que desde a morte do marido passou a se dedicar à filantropia. “Minha vida e meus interesses mudaram. É hora de dar a outros o prazer de possuir estes tesouros”, afirmou.

Lily era filha de um inglês de origem judaica que emigrou para o Brasil no século XIX. Aos 19 anos, casou-se com Mario Cohen, milionário argentino, com quem teve três filhos. O segundo casamento foi com Alfredo Monteverde, fundador do Ponto Frio. Ele morreu em 1969.

Em 2008, por € 500 milhões, Lily vendeu sua mansão na Côte d’Azur, no Sul da França. À época, a transação foi considerada a maior da história do setor imobiliário. Em 2009, vendeu sua fatia no Ponto Frio para o Grupo Pão de Açúcar por R$ 824,5 milhões.

O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, lamentou a morte de Lily, reconhecendo seu papel para a filantropia. “Lily construiu trajetória autêntica em ações filantrópicas nas áreas de educação, cultura, artes, saúde e assistência humanitária. Seu legado permanecerá inspirando e indicando caminhos para a agenda de impacto positivo do setor financeiro e privado no Brasil e no mundo”, afirmou.

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