Morre a atriz Theresa Amayo, aos 88 anos

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A atriz Theresa Amayo morreu na madrugada desta segunda-feira (24), aos 88 anos, em sua casa em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Ela lutava contra um câncer de rim desde o ano passado. Theresa chegou a gravar cenas para a novela "Um lugar ao Sol", no ar na TV Globo, mas precisou se afastar para cuidar da saúde.

Com mais de 70 anos de carreira, Theresa foi uma das primeiras estrelas da teledramaturgia brasileira. Ela deixa dois filhos e uma neta. A família ainda não informou o horário do velório e do sepultamento.

Carreira

Nascida em Belém, Theresa subiu aos palcos pela primeira vez em 1950, com incentivo da atriz e produtora Dulcina de Moraes. Logo em seguida, a paraense se lançou na televisão, que nascia com a extinta TV Tupi, e já estrelou programas clássicos, como o infantil "Teatrinho Trol" (1956), "Câmera Um" (1956) e "Histórias do Teatro Universal". Em 1970, ela se destacou ainda em um dos papéis centrais da novela "E nós, aonde vamos?", na mesma emissora.

A atriz também foi uma das primeiras contratadas da TV Globo e fez parte do elenco de "O rei dos ciganos" (1966), "A rainha louca" (1967), "Sangue e areia" (1968), "Passos dos ventos" (1968), "A última valsa" (1969) e "Pecado capital” (1975), de Janete Clair. Theresa chegou a participar da primeira versão da novela "Roque Santeiro" (1975), como Mocinha, a noiva de Roque (Francisco Cuoco), mas a novela foi censurada pelo regime militar.

Em sua trajetória histórica na televisão brasileira, a artista passou ainda pelos primórdios do SBT (chamada de TVS, na época), com "O espantalho" (1977), de Janete Clair, e pela TV Manchete, onde trabalhou em "Tudo ou nada" (1986) e "Carmen" (1988).

Nas telonas, contracenou com Anselmo Duarte em "O diamante" (1955) e com Amácio Mazzaropi no longa "Fuzileiro do amor" (1956), e atuou ainda em "Eu sou o tal" e "O camelô da Rua Larga".

A atriz participou ainda de minisséries e programas humorísticos, incluindo "Zorra total". Entre seus trabalhos mais recentes, estão a novela "Senhora do destino" (2004) e os longas "S.O.S. mulheres ao mar" (2014), "Sorria, você está sendo filmado" (2015), "Doidas e santas" (2016) e "Sai de baixo – O filme" (2019).

Nos últimos anos, Theresa também subiu aos palcos com os espetáculos "A garota do biquini vermelho" (2011), de Artur Xexéo, "As eruditas" (2011) e "Thérèse Raquin" (2013) e "Tricotando" (2016).

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