Morre Agnaldo Timóteo aos 84 em decorrência da covid-19

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Morre o cantor Agnaldo Timóteo no Rio de Janeiro (reprodução / Murilo Alvesso)
Morre o cantor Agnaldo Timóteo no Rio de Janeiro (reprodução / Murilo Alvesso)

Morreu nesse sábado (3) o cantor Agnaldo Timóteo. Ele estava internado deste a noite de 18 de Março na UTI do hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele se contaminou após tomar a primeira dose da vacina e antes de ser aplicada a segunda dose.

O cantor é um dos grandes expoentes do romantismo no Brasil e tem mais de 70 anos de carreira. Seu primeiro álbum foi gravado em 1961 com a ajuda da amiga e patroa Ângela Maria. Em 1963 gravou seu terceiro disco, o ‘Tortura de Amor’, pela Philips uma das maiores gravadoras da época.

Mas sem o apoio do selo, Agnaldo começou então o que seria uma marca da sua carreira: vender seus álbuns de mão em mão. O cantor vendeu todas as 180 cópias deste terceiro trabalho nas praças do Rio de Janeiro.

Em 1967 teve seu primeiro grande sucesso, a música ‘Meu Grito’, composta por Roberto Carlos. Parte do disco ‘Obrigado Querida’, a canção ficou em primeiro lugar de execuções em todo o Brasil. Durante os 70 anos de carreira, Agnaldo lançou cerca de 66 álbuns e teve três shows registrados em DVDs.

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Em 2019 ele sofreu um AVC e passou alguns dias internado na UTI. Após a alta hospitalar o cantor agradeceu ao público pelas orações e estimas de melhora que recebeu durante o tempo que ficou sob cuidados médicos.

Vida Pessoal

O cantor nunca se casou publicamente, mas teve alguns ‘filhos adotivos’. Pessoas que ele ajudou a criar e tem sentimentos profundos de paternidade. Aos 81 anos, no documentário ‘Eu, pecador’, ele revelou pela primeira vez ter se relacionado com homens durante a vida, mas não quis nomear sua sexualidade.

Política

Timóteo também teve êxito no legislativo. Em 1982 foi eleito deputado federal e cumpriu mandato até 1986. Nas eleições de 1994 ficou como suplente para uma vaga no planalto central que saiu após a eleição. Tomou posse em 1995 como deputado federal, mas renunciou em 1996 para assumir um mandato como vereador no Rio de Janeiro.

Ele também foi eleito vereador pela cidade de São Paulo e no legislativo local chegou a afirmar viver seu melhor momento na política. Socialista, declarou publicamente que se filiaria ao PT e faria campanha para o presidente Lula nas eleições de 2018, o que não aconteceu.