Morre Carlos Alberto Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI

O Globo
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RIO - Morreu nesta segunda-feira, em decorrência da Covid-19, o diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi.

O executivo, um especialista em estratégias para o desenvolvimento da indústria, tinha 75 anos e estava internado desde o dia 13 de março, em Belo Horizonte.

Em nota, a CNI informou o falecimento e afirmou que, além de sua extrema correção e competência, Abijaodi conhecia como ninguém a política industrial e as engrenagens do comércio exterior.

"Além do amigo, perdemos também um profissional de visão e com espírito inovador, cuja trajetória foi marcada pela defesa incansável de políticas públicas pela inserção internacional da indústria brasileira”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, com quem Abijaodi trabalhou também na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Os dois eram amigos de longa data.

Ativista do debate sobre política industrial

Mineiro de Belo Horizonte, Carlos Abijaodi era diretor da CNI desde dezembro de 2010, onde coordenou, diversas áreas como o comércio exterior, integração internacional e de políticas industrial, econômica e tributária.

Ele foi responsável pela reativação do debate sobre abertura comercial e livre comércio dentro da indústria e teve presença ativa nas discussões do acordo Mercosul-União Europeia, no acordo de Facilitação de Comércio da OMC e na criação do Portal Único do Comércio Exterior.

Os conselheiros do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) também externaram seu pesar pela morte de Abijaodi:

"Com muita experiência e muito conhecimento no setor industrial brasileiro, Abijaodi deixa um legado de ativa e produtiva contribuição para que nossa indústria venha a ter o destaque que merece no cenário internacional", diz comunicado da entidade.

Carlos Eduardo Abijaodi nasceu em Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 7 de janeiro de 1946. Filho de imigrantes libaneses, Abijaodi era o terceiro filho de cinco irmãos.

Se formou em engenharia civil em 1968 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Era especialista em Economia e Engenharia, pelo Instituto de Engenharia Econômica e Administração e também especialista em Relações Internacionais pelo Instituto Internacional de Treinamento de Rouen, na França.

Deixa a esposa Zuleide, os filhos Gustavo e Juliana e os netos Bernardo, Matheus e Sophia.