Morre Cilinho, idealizador do jovial São Paulo dos anos 80

O futebol paulista perdeu um dos seus mais icônicos treinadores dos anos 80 e 90. Cilinho morreu em sua casa, em Campinas, na tarde desta quinta-feira. O profissional se recuperava de um AVC sofrido em abril de 2018.

Técnico que jogava para a frente e entusiasta da liberdade criativa aliada à velocidade, o campineiro Otacílo Pires Camargo, o Cilinho, teve nada menos que nove passagens pela Ponte Preta, equipe de sua terra natal, entre os anos 60 e 80. Esteve à frente da Macaca por 345 partidas e sagrou-se vice-campeão paulista em 1970.

O principal momento de sua carreira, porém foi à frente do São Paulo. Idealizador e comandante dos “Menudos do Morumbi”, time de jovens jogadores protagonizado por nomes como Silas, Muller, Careca e Sidney em 1984, foi campeão paulista com o clube no ano seguinte. Dois anos depois, voltaria ao Tricolor para ser campeão estadual novamente, ainda com jogadores do elenco de 85. Foram os dois únicos títulos de expressão da carreira do técnico, que chegou a ser considerado como candidato a comandante da seleção brasileira na época.

Em São Paulo, passou também por clubes como Ferroviária, Paulista, Portuguesa, Comercial, XV de Jaú, Santos, São José, América e Guarani — grande rival da Ponte —, além de trabalhos no Sport. Chegou a ter breve passagem pelo afamado Mazembe, do Congo, em 70. O resultado mais significativo após o sucesso no Morumbi, porém, viria no Corinthians, quando foi vice-campeão paulista em 1991, derrotado justamente pelo São Paulo na decisão.

Após empreitada no América-SP em 1999, ficou 12 anos longe da função de técnico. Chegou a trabalhar como coordenador das categorias de base corintianas entre 2007 e 2008. Voltou ao banco de reservas pela última vez em 2011, em rápida passagem pelo Rio Branco, encerrada alguns meses depois, em fevereiro de 2012.