Morre a curadora e crítica Glória Ferreira, aos 75 anos

Crítica, historiadora de arte e curadora independente, Glória Ferreira morreu nesta terça-feira (7), aos 75 anos. Doutora em História da Arte pela Sorbonne, em Paris, Glória foi professora da Escola de Belas Artes/UFRJ e da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage.

Glória era reconhecida como referência de gerações de críticos, curadores e artistas. Entre suas curadorias mais recentes, estão mostras como "Hélio Oiticica e a cena americana" (1998, Centro de Arte Hélio Oiticica), "Situações: Arte brasileira anos 70" (Casa França Brasil, 2000), e "Arte como questão - Anos 70", (2007, Instituto Tomie Ohtake). Entre as publicações, se destaca "Trilogias - Conversas entre Nelson Felix e Glória Ferreira" (Edições Pinakotheke, 2005).

Ex-exilada política, Glória voltou ao Brasil com a Lei da Anistia, em 1979. Em 1980, passou a trabalhar no Espaço Arte Brasileira Contemporânea (ABC) da Funarte, então coordenado pelo crítico Paulo Sergio Duarte. Entre os artistas com os quais trabalharia no órgão, estavam nomes como Tunga e José Resende.

Não foi divulgada a causa da morte ou informações sobre o velório.

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