Morre Dona Celuta, Portelense e figurinha carimbada no carnaval do Rio, aos 89 anos

O Globo
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RIO — Uma das figuras mais conhecidas do carnaval do Rio, Dona Celuta Carvalho morreu nesta sexta-feira, dia 18, aos 89 anos. Portelense declarada, a carioca faleceu em casa, mas não foi em decorrência da Covid-19. A idosa já estava com a saúde debilitada e chegou a ser internada duas vezes só em 2020. A causa da morte ainda não foi divulgada, e nem informações sobre o sepultamento de Dona Celuta. Ela deixa dois filhos e uma corrente de amigos que fez ao longo dos anos nas quadras das escolas de samba e na Sapucaí, que pode ser considerada a sua segunda casa.

Dona Celuta era conhecida por sua animação e até mesmo pelas loucuras que fazia para conseguir ser a primeira a sentar nas arquibancadas do Sambódromo no Rio, quando o Setor 11 era liberado. Com céu limpo ou com chuva, ela pernoitava na fila para abrir o caminho e entrar bem antes da hora, só para ocupar a cobiçada “quina” em cima do recuo da bateria.

Nos anos 1990, o Conselho do Carnaval do Rio de Janeiro concedia anualmente o Prêmio Cidade do Rio de Janeiro aos que se destacavam no carnaval. Em 1992, a arquibancada do Setor 11 foi escolhida para receber a premiação, justamente por ter proporcionado os melhores momentos do carnaval. Coube a Dona Celuta receber a honraria.