Morre Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara no impeachment de Collor

FLÁVIA FARIA
***FOTO DE ARQUIVO*** PORTO ALEGRE, RS, 21.01.2017 - Velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, na manhã deste sábado (21), no Tribunal Regional Federal da 4 Região, em Porto Alegre, RS Na foto Deputado Estadual (PMDB), Ibsen Pinheiro. (Foto: Edu AndradeFolhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Morreu na última sexta-feira (24) o ex-deputado federal Ibsen Pinheiro (MDB-RS), aos 84 anos. Ele estava internado em Porto Alegre e sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Deputado por quatro legislaturas, Ibsen presidiu a Câmara durante o impeachment de Fernando Collor, em 1992. Também integrou a Assembleia Constituinte, que redigiu a Constituição de 1988.

Ele mesmo, no entanto, teve o mandato de deputado cassado em 1994 em meio ao escândalo dos Anões do Orçamento, no qual congressistas eram acusados de desviar recursos do Orçamento da União via emendas parlamentares. O Supremo Tribunal Federal arquivou em 1999, por falta de provas, o processo no qual Ibsen era acusado de enriquecimento ilícito e sonegação fiscal.

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Nascido em São Borja (RS), em 1935, foi jornalista esportivo, advogado e procurador de Justiça. Também dirigiu o Internacional.

Na política, começou como vereador de Porto Alegre. Antes de chegar à Câmara em Brasília, foi deputado na Assembleia gaúcha. Também presidiu o MDB do estado. Foi o vereador mais votado de Porto Alegre em 2004 e conseguiu um novo mandato de deputado na eleição de 2006. Em 2010, anunciou que não tentaria a reeleição.

O governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que decretará luto oficial de três dias. "Sua trajetória política, marcada pelo diálogo e pelo respeito, deixa grande legado ao Brasil", disse.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que considerava Ibsen um exemplo. "Tive a oportunidade de conviver e aprender muito com ele. Perdemos um homem público diferenciado."