Morre Leopoldo Jacinto Luque, campeão mundial pela Argentina, de Covid-19

O Globo
·3 minuto de leitura

O futebol argentino perdeu mais um ídolo. Leopoldo Jacinto Luque, grande atacante da década de 1970, morreu em decorrência da Covid-19, reportam os meios locais. Segundo informações, o ex-jogador, campeão do mundo em 1978, estava internado há mais de um mês com a doença, e não resistiu às complicações.

No fim do ano passado, a Argentina e o mundo se despediram de Diego Maradona.

A notícia que chocou o mundo veio no início da tarde do dia 25 de novembro. Diversas ambulâncias foram chamadas à casa de Maradona, em Tigre, mas já era tarde. Estava morto o eterno camisa 10 da albiceleste, em decorrência de um ataque cardíaco. Aos 60 anos, Maradona se recuperava de uma internação para a retirada de um hematoma subdural na cabeça. Ele havia recebido alta no dia 12 daquele mês.

Funeral que parou o país

Mais de 1 milhão de pessoas compareceram ao velório público do craque na Casa Rosada, sede do governo argentino. Os fãs tinham apenas alguns segundos para prestar as últimas homenagens em frente ao caixão de Maradona, tamanha era a procura pela cerimônia. O evento chegou a ter horário estendido e confusão entre polícia e torcedores, após desencontro de informações, fechamento parcial de ruas e encerramento de filas.

Após cortejo público, Diego foi enterrado em uma cerimônia particular à família, no cemitério Bella Vista, em Buenos Aires.

Homenagens

Não foram poucos os amigos que trataram de homenagear o craque. Pelé, Messi, Cristiano Ronaldo, Ronaldo, Tévez e Zico, além do próprio presidente da Argentina, Alberto Fernández, foram alguns dos que dedicaram últimas palavras ao camisa 10. Messi e Tévez foram além, e dedicaram gols à Diego, comemorando com camisas de Boca Juniors e Newell's Old Boys já vestidas pelo Pibe.

Na Itália, o Napoli, clube do qual é ídolo, rebatizou o estádio San Paolo para Diego Armando Maradona. O mesmo aconteceu na própria Argentina, quando o Estádio Único de La Plata ganhou o nome do ídolo. A primeira divisão do futebol argentino também foi rebatizada com seu nome.

Investigações sobre a morte

A polícia argentina ainda investiga as circunstâncias da morte. Enfermeiros que cuidavam de Maradona já foram ouvidos, e uma das linhas da investigação é a de homicídio culposo. O médico Leopoldo Luque, que cuidava da saúde de Diego, e a psiquiatra Agustina Cosachov já foram alvos das autoridades. Ambos tiveram seus consultórios visitados pela polícia.

Autópsia

Exames no corpo de Maradona não detectaram a presença de drogas ou álcool em seu organismo, mas sim de psicofármacos para combater ansiedade e depressão. Os medicamentos causariam cardiopatia, e nenhum outro fármaco para controlar esse efeito foi encontrado no corpo de Diego.

Os peritos constataram que o coração de Diego pesava 503 gramas, aproximadamente o dobro do normal. Os resultados chamam atenção dos investigadores para uma possível negligência médica. Agora, as autoridades devem convocar uma junta médica para entender se era possível ter evitado sua morte.

Herança

Maradona tem cinco filhos reconhecidos: Dalma, Giannina, Jana, Diego Fernando e Diego Maradona Jr. Caberá à Justiça argentina, nos próximos meses, tocar o processo de divisão da herança do jogador, avaliada, entre 40 e 50 milhões de dólares (entre 206 e 257 milhões de reais). Além do patrimônio financeiro e dos bens, Diego deixous dívidas: são cerca de 60 ações contra ele na Justiça, segundo Mauricio Dalessandro, advogado que trabalhou com o Pibe.

A disputa judicial também promete esquentar a relação entre as filhas do craque e o advogado Matías Morla, um dos homens de confiança de Maradona em seus últimos meses. Dalma já xingou publicamente o advogado, que registrou marcas relacionadas ao camisa 10 e vinha trabalhando no reconhecimento de possíveis filhos de Maradona na Espanha, na Argentina e em Cuba.