Morre Mário Monjardim, dublador do Salsicha de 'Scooby-Doo' e melhor amigo de Orlando Drummond, aos 86 anos

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O dublador Mário Monjardim morreu nesta sexta-feira, aos 86 anos, no Rio, três dias após o falecimento de Orlando Drummond. Mário ficou famoso por dar voz a personagens icônicos como Pernalonga, em ''Looney Tunes'', e Salsicha, em ''Scooby-Doo''. A causa da morte não foi divulgada.

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No ano passado, Mário sofreu um AVC que o deixou com sequelas. Ele era primo do diretor de novela Jayme Monjardim e deixa cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mario. Ele era casado com Branca Monjardim. O dublador ainda era o melhor amigo de Orlando Drummond, padrinho de um de seus filhos, que morreu na última terça-feira, aos 101 anos.

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Mário também foi diretor do Orlando Drummond e dos desenhos dublados pela Herbert Richers. Ele ainda deu voz a personagens conhecidos por várias gerações, como Frangolino e Capitão Caverna.

Carreira de sucesso

O capixaba Mário Monjardim Filho nasceu em 16 de janeiro de 1935, em Vitória, no Espírito Santo. Foi casado com Zoraida Barreto e, atualmente, estava com Branca Monjardim. Foi pai de cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mario.

Começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória, aprovado pelo diretor José Américo. Quatro anos depois, partiu para o Rio de Janeiro, então capital federal, quando trabalhou na Rádio Nacional a convite do mesmo diretor.

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Em 1965, foi para a recém inaugurada TV Globo por intermédio do diretor Graça Melo. Lá fez parte do elenco de vários programas, dentre eles a primeira versão de ''Carga pesada'', e os programas humorísticos ''Chico Anysio Show'' e ''Os Trapalhões'', todos na década de 1980.

Na dublagem, começou as atividades em 1958, na Herbert Richers, quando havia acabado de chegar no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, trabalhou na ZIV, Rio Som, Cine Castro, TV Cine Som e Dublasom Guanabara.

Nos anos de 1970, além da Herbert Richers, Televox, e Tecnisom, também começou a atuar na Peri Filmes, e Croma. Já na década seguinte, também passou pela Telecine, VTI e também em outros estúdios, como a Delart, Sincrovideo, e Double Sound.

Chegou aos anos 2000 em plena atividade, pois além da Herbert Richers e Delart, também atuava na Wan Macher e Cinevídeo. Nos últimos anos, trabalhou na Delart, com alguns trabalhos na Audiocorp, e na Áudio News, até se afastar da dublagem após sofrer um AVC.

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