Morre menina de 12 anos baleada durante celebração pela eleição de Lula em BH

Morre menina baleada durante festa por Lula - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Morre menina baleada durante festa por Lula - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Menina morreu depois de ter sido baleada em uma garagem na cidade de Belo Horizonte

  • Sua família festejava o triunfo de Lula quando um criminoso passou pelo local atirando

  • O suspeito seria o mesmo que matou um outro rapaz durante festejos pelo resultado da eleição

Uma garota de apenas 12 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (3), em Belo Horizonte, depois de ter sido baleada no domingo (30) durante uma celebração pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

A jovem, que não teve a identidade revelada, foi atingida em uma garagem no bairro Nova Cintra, na Zona Oeste da capital mineira, e estava internada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII até esta quinta.

Uma tia da vítima contou que a família celebrava o triunfo de Lula sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) quando um homem passou na rua disparando na direção da garagem.

"A gente estava em uma comemoração entre família. Meu sobrinho estava cantando 'é Lula, é Lula', porque ganhou. [O suspeito] simplesmente saiu atirando porque o Lula ganhou. O cara já chegou atirando", disse ao g1 Amanda Dias de Paula.

A Polícia Civil investiga se os tiros que tiraram a vida da garota tiveram motivação política. Segundo os responsáveis pelo caso, nenhuma linha está descartada.

Outra morte na cidade

Segundo o g1, o suspeito responsável pelos disparos foi o mesmo que matou o jovem Pedro Henrique Dias Soares, de 28 anos, que também comemorava a vitória de Lula quando foi alvejado.

Detido pela Polícia Militar, o rapaz contou que passou o dia ingerindo bebidas alcoólicas e, após o término da eleição, saiu "em busca de traficantes" que costumam ficar pela região.

O criminoso disse que disparou aleatoriamente ao ver uma multidão. Depois, avistou a garagem e, diante da comemoração das pessoas, atirou novamente.

Além de Pedro e da garota de 12 anos, duas mulheres de 47 anos e uma de 40 foram atingidas pelo suspeito. Todas foram hospitalizadas.

A advogada do rapaz garantiu que ele agiu em meio a um surto psicótico e que o crime não teve cunho político.